
Os contratos futuros do café arábica operam em alta na Bolsa de Nova York nesta terça-feira (4), em um movimento de recuperação técnica após as fortes quedas registradas nas últimas sessões. O mercado também volta a incorporar prêmios de risco diante das incertezas sobre a oferta global e do andamento da colheita no Brasil.
Por volta das 7h45 (horário de Brasília), os contratos mais negociados avançavam mais de 1,5%. O vencimento para setembro era cotado a 325,85 cents de dólar por libra-peso, enquanto o contrato para março de 2027 alcançava 300,70 cents de dólar por libra-peso.
Segundo analistas, após a sequência de perdas, investidores aproveitaram os preços mais baixos para recompor posições compradas, impulsionando a recuperação das cotações. O mercado também segue cauteloso em relação ao desenvolvimento da safra brasileira.
Apesar da melhora das condições climáticas nas principais regiões produtoras nas últimas semanas, que favoreceu o avanço da colheita, os operadores continuam atentos ao comportamento do inverno no Brasil. A possibilidade de episódios de frio mais intenso e de geadas nas próximas semanas mantém o mercado em alerta, assim como o risco de chuvas fora de época.
Outro fator que dá sustentação aos preços é a oferta restrita de café de alta qualidade no mercado físico. Produtores brasileiros seguem comercializando a safra de forma gradual, priorizando vendas pontuais diante da expectativa de melhores oportunidades ao longo do segundo semestre. Esse comportamento reduz a disponibilidade imediata do produto e fortalece as cotações futuras.
Os agentes também acompanham o desempenho das exportações brasileiras e a demanda dos principais países consumidores. Embora a expectativa seja de uma safra robusta no Brasil, o equilíbrio entre oferta e consumo mundial ainda inspira cautela, especialmente no segmento de cafés de melhor qualidade.
Além disso, a forte valorização do petróleo nesta terça-feira contribui para a recuperação das commodities agrícolas, movimento que também favorece os ganhos do café na Bolsa de Nova York.