
A greve dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) provocou mudanças no transporte público de São Paulo nesta terça-feira (4). Em razão da paralisação, a Prefeitura da capital suspendeu o rodízio municipal de veículos durante todo o dia para facilitar a circulação de motoristas.
A paralisação atinge as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. Até o momento, não há prazo definido para o encerramento do movimento.
Os ferroviários protestam contra a privatização das linhas para a concessionária Trivia Trens e pedem garantias de manutenção dos postos de trabalho. No mês passado, após um incêndio em um vagão, a operação voltou temporariamente para a CPTM por 90 dias, por determinação do Governo de São Paulo. Segundo a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), a medida buscou garantir a qualidade do serviço e evitar novas falhas operacionais.
A Linha 11-Coral opera apenas entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases. Já a Linha 12-Safira funciona entre Brás e Engenheiro Goulart. A Linha 13-Jade e o serviço Expresso Aeroporto estão totalmente paralisados.
O Metrô antecipou o início da operação das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata para as 4h da manhã e reforçou a oferta de trens nas estações com maior fluxo de passageiros, como Corinthians-Itaquera, Tatuapé, Brás e Palmeiras-Barra Funda.
Também foi acionado o Sistema Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência), com ônibus substituindo parte da operação ferroviária. Na Linha 11-Coral, os coletivos atendem todas as estações entre Estudantes e Corinthians-Itaquera. Na Linha 12-Safira, o serviço cobre o trecho entre São Miguel Paulista e Calmon Viana. Já os passageiros da Linha 13-Jade contam com ônibus entre Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart.
O Governo de São Paulo informou que acionou o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para solicitar que pelo menos 80% da frota opere nos horários de pico.
Além das mudanças no transporte, o policiamento foi reforçado nos arredores das estações ferroviárias, terminais de ônibus e regiões com maior circulação de passageiros para garantir a segurança durante a paralisação.