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Foguete da SpaceX atinge a Lua e cria cratera de 18 metros
Segundo estágio de um Falcon 9 colidiu com a superfície lunar após permanecer mais de um ano em órbita; impacto será analisado pela Nasa
05/08/2026 16h27 Atualizada há 2 meses
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

O segundo estágio de um foguete Falcon 9, da SpaceX, atingiu a superfície da Lua na madrugada desta quarta-feira (5), em uma colisão monitorada pela Nasa. O impacto ocorreu próximo às crateras Einstein e Bell, a cerca de 8.700 km/h, e deve ter formado uma cratera com aproximadamente 18 metros de diâmetro.

A estrutura, com cerca de 14 metros de comprimento, quatro metros de largura e peso estimado em quatro toneladas, permaneceu em órbita desde janeiro de 2025, quando participou do lançamento de dois módulos de pouso lunar. Segundo a Nasa, o impacto não representa qualquer risco para a Terra.

Colisão foi prevista e será analisada pela Nasa

De acordo com a agência espacial americana, a trajetória que levou o estágio do foguete até a Lua foi influenciada pela atividade solar e pelas forças gravitacionais. O descarte do equipamento foi realizado pela SpaceX conforme os procedimentos previstos após o lançamento.

A rota do objeto foi identificada inicialmente por astrônomos independentes e, posteriormente, confirmada pelo Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS), do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa, que apontou 100% de probabilidade de colisão com a superfície lunar.

Embora o impacto não pudesse ser observado da Terra por causa das condições de iluminação da região atingida, o satélite Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), que orbita a Lua desde 2009, fará imagens da área antes e depois da colisão. Os primeiros registros devem ser divulgados nas próximas semanas.

Impacto pode ajudar em futuras missões lunares

A Nasa estima que a colisão tenha aberto uma cratera de cerca de 18 metros de diâmetro e 3,5 metros de profundidade, além de lançar poeira e fragmentos de rocha para o espaço. A energia liberada equivale à explosão de aproximadamente 2,8 toneladas de TNT.

Segundo a agência, impactos desse porte são comuns na Lua, mas, neste caso, os cientistas conhecem com precisão a massa, a velocidade e o ponto de impacto do objeto, o que permitirá estudos mais detalhados sobre a composição do solo lunar.

Os pesquisadores também pretendem analisar a nuvem de poeira gerada pela colisão para investigar a possível presença de gelo de água abaixo da superfície. A informação é considerada estratégica para futuras missões e para a instalação de bases permanentes na Lua.