A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) anunciou que trabalha para fornecer, com urgência, novos sistemas de defesa aérea à Ucrânia, após uma nova ofensiva russa atingir o país. A declaração foi feita pelo secretário-geral da aliança, Mark Rutte, em meio aos alertas do governo ucraniano sobre o aumento da produção de mísseis pela Rússia para os próximos meses.
Segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a proteção do espaço aéreo depende da rapidez com que os aliados europeus e os Estados Unidos conseguirem liberar novos equipamentos e interceptadores.
A decisão da Otan ocorre após um ataque russo realizado na quarta-feira (5), quando, segundo autoridades ucranianas, 24 mísseis balísticos e 115 drones foram lançados contra o país. A Força Aérea da Ucrânia informou ter abatido 98 drones, mas nenhum dos mísseis balísticos.
Zelensky afirmou que o fornecimento de mísseis de defesa aérea pelos aliados caiu significativamente em 2026 e sugeriu que a redução pode estar relacionada às negociações para o fim da guerra. O presidente também alertou que a Rússia pretende ampliar a produção de mísseis antes do inverno, período em que costuma intensificar ataques contra a infraestrutura energética ucraniana.
De acordo com a Ucrânia, os sistemas Patriot, de fabricação americana, são os únicos atualmente em operação no país capazes de interceptar mísseis balísticos russos, como os modelos Iskander-M, S-400 e Zircon.
As autoridades ucranianas afirmam que a escassez desses interceptadores se agravou nos últimos meses, em parte devido à alta demanda provocada pelos conflitos no Oriente Médio. Segundo Kiev, a Rússia também tem combinado o uso de mísseis, drones e alvos falsos nos ataques, o que dificulta a defesa e aumenta o consumo dos equipamentos disponíveis.
A Otan informou que trabalha para acelerar o envio das defesas aéreas solicitadas pela Ucrânia, diante do cenário de intensificação dos ataques russos.