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PL pede quebra de sigilo de ex-chefe de gabinete de Lula
Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, é investigado por repasses financeiros feitos por empresária ligada às apurações da PF. Ex-assessor afirma que recebeu apenas um empréstimo pessoal e nega irregularidades
07/08/2026 15h50
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

O Partido Liberal (PL) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que sejam quebrados os sigilos bancário e fiscal de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A legenda também solicita busca e apreensão de equipamentos e documentos para apurar um suposto vazamento de informações sigilosas das investigações da Polícia Federal.

O pedido, encaminhado ao ministro André Mendonça pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), busca esclarecer se integrantes do governo tiveram acesso antecipado às investigações que envolvem Marcola.

PF também vai ouvir ex-assessor

Paralelamente, a Polícia Federal deve intimar Marcola para prestar depoimento em investigações que tramitam no STF e envolvem a empresária Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Segundo a apuração, Roberta teria repassado R$ 249 mil ao ex-assessor de Lula, incluindo pagamentos de despesas pessoais. A PF também investiga a possibilidade de entrega de dinheiro em espécie.

As investigações tiveram início após a análise de mensagens encontradas em aparelhos apreendidos durante a apuração.

Defesa diz que valor foi empréstimo pessoal

Em nota, Marco Aurélio Santana Ribeiro confirmou ter recebido R$ 249 mil da empresária, mas afirmou que os recursos correspondiam a um empréstimo pessoal já quitado, negando qualquer irregularidade.

Marcola deixou recentemente a chefia de gabinete da Presidência para integrar a campanha de reeleição de Lula, mas também se afastou da coordenação da campanha para dedicar-se à própria defesa.

As investigações também apuram suspeitas de tráfico de influência envolvendo Lulinha. Segundo a Polícia Federal, o filho do presidente teria atuado para favorecer interesses empresariais em negociações com órgãos do governo federal. A defesa de Lulinha nega qualquer prática ilícita.