Campo Parque Estadual
Incêndio destrói mais de 10 mil hectares na região de Terra Ronca, em Goiás
Fogo já dura mais de três dias e avança com ajuda dos ventos fortes e da vegetação seca; equipes tentam impedir que chamas atinjam nascentes e veredas
13/08/2026 12h09
Por: Redação
Reprodução

Um incêndio florestal que já dura mais de três dias destruiu mais de 10 mil hectares de vegetação na região da Área de Proteção Ambiental (APA) da Serra Geral de Goiás e no entorno do Parque Estadual de Terra Ronca, no nordeste goiano.

Os dados são do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa/UFRJ). Os primeiros focos foram detectados no domingo (10), na região dos municípios de São Domingos e Guarani de Goiás.

Segundo o Corpo de Bombeiros, levantamentos preliminares indicam que alguns focos começaram na Bahia e avançaram para Goiás impulsionados pelo vento.

Militares e brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) atuam no combate às chamas.

Ventos e vegetação seca dificultam combate

As condições climáticas têm favorecido a rápida propagação do incêndio. A combinação entre ventos fortes e vegetação extremamente seca faz com que as chamas avancem por grandes distâncias em pouco tempo.

Segundo o gerente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Albino Batista Gomes, uma das prioridades das equipes é evitar que o fogo avance pela serra e alcance áreas ambientalmente mais sensíveis.

O trabalho busca principalmente proteger fontes de água, veredas e nascentes da região de Terra Ronca.

O Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo) mantém o estado em atenção máxima diante da estiagem e dos baixos índices de umidade, condições que aumentam significativamente o risco de novos incêndios florestais.

Região abriga importante patrimônio natural

O Parque Estadual de Terra Ronca possui aproximadamente 57 mil hectares e abriga um dos mais importantes patrimônios espeleológicos do Brasil, com um amplo conjunto de cavernas.

A unidade de conservação também protege áreas relevantes do Cerrado, incluindo espécies da fauna e da flora, além de nascentes, veredas e outros recursos hídricos.

As equipes seguem mobilizadas para controlar o incêndio e impedir que as chamas avancem sobre áreas de maior importância ambiental.