Geral Operação Klonen
Grupo é suspeito de causar prejuízo de € 30 milhões em ataque cibernético
Operação da Polícia Federal cumpre mandados em Goiás, São Paulo e Rio de Janeiro; investigação aponta que parte do dinheiro obtido ilegalmente teria sido usada em campanha eleitoral de 2024
14/08/2026 16h01
Por: Redação
Reprodução

Um grupo investigado pela Polícia Federal é suspeito de causar prejuízo de aproximadamente € 30 milhões a uma instituição financeira alemã durante um ataque cibernético que teria partido do Brasil.

A Operação Klonen foi deflagrada nesta quinta-feira (13) para investigar crimes de fraude bancária eletrônica, organização criminosa, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

Ao todo, foram expedidos 21 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva em Goiás, São Paulo e Rio de Janeiro.

Em Goiás, são 11 buscas: nove em Goiânia, uma em Senador Canedo e outra em Anápolis. Um dos mandados de prisão foi cumprido na capital goiana. As demais ordens são executadas no Rio de Janeiro e em cidades paulistas.

Ataque teria partido do Brasil

Segundo a Polícia Federal, a investigação começou depois que uma instituição financeira da Alemanha informou ter sofrido, no fim de 2023, um ataque cibernético com origem no Brasil.

A fraude teria causado perdas estimadas em € 30 milhões. De acordo com a investigação, os recursos obtidos ilegalmente eram movimentados por diferentes mecanismos para dificultar o rastreamento.

Entre eles estavam contas de passagem, empresas, instituições de pagamento, plataformas de ativos virtuais e cartões emitidos sem o consentimento dos beneficiários.

A Justiça também determinou o sequestro de dinheiro, veículos e imóveis até o limite aproximado de R$ 106 milhões.

PF aponta uso de dinheiro em campanha eleitoral

Durante a investigação, a PF identificou que um dos investigados foi candidato nas eleições de 2024. A suspeita é de que parte dos recursos obtidos com a fraude tenha sido utilizada para financiar a campanha eleitoral.

A corporação não revelou o nome do candidato, o cargo disputado nem o valor que teria sido direcionado à campanha.

Os nomes dos demais investigados também não foram divulgados.

Conforme a participação de cada um, os envolvidos poderão responder por furto qualificado mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro, além de outras possíveis infrações que possam ser identificadas no decorrer das investigações.

A Operação Klonen utiliza informações obtidas por meio do Projeto Tentáculos, iniciativa desenvolvida a partir da cooperação entre a Polícia Federal, instituições financeiras e entidades do setor bancário.