Geral Educação
Greve dos servidores da Educação de Goiânia começa com 70% do efetivo mantido
Paralisação foi retomada nesta segunda-feira (17) após servidores rejeitarem proposta salarial da Prefeitura; audiência de conciliação está marcada para quarta-feira (19)
17/08/2026 13h44
Por: Redação
Foto: Reprodução

A paralisação deve respeitar uma determinação do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), que estabeleceu a manutenção de 70% do efetivo em cada unidade escolar durante a greve.

Ainda não há previsão para o encerramento do movimento e a normalização das atividades.

A retomada foi aprovada em assembleia realizada na quinta-feira (13). Dos 631 trabalhadores que participaram da votação, 361 rejeitaram a proposta da Prefeitura e 270 votaram a favor.

Servidores contestam parcelamento até 2030

A principal divergência está no prazo para a atualização da tabela salarial dos servidores administrativos.

A mobilização começou no início do ano e inicialmente incluía entre as principais reivindicações a elaboração de um novo plano de carreira. Após negociações com o município, a categoria passou a admitir a atualização da tabela atual como alternativa.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) apresentou uma contraproposta para que a atualização fosse realizada de uma só vez. A Prefeitura, por sua vez, propôs a implementação em cinco etapas, com conclusão prevista para 2030.

O sindicato também tentou negociar alternativas para reduzir esse período, incluindo a divisão da atualização em duas etapas. Segundo a entidade, não houve acordo.

Para o Sintego, a correção deveria ser concluída ainda durante a atual gestão municipal. O sindicato afirma que permanece aberto às negociações.

Justiça determina funcionamento mínimo nas unidades

A greve ocorre sob regras estabelecidas pelo TJ-GO. Em decisão do desembargador Augusto Ventura, ficou determinado que cada unidade da rede municipal deverá manter pelo menos 70% do efetivo trabalhando.

O percentual deve ser observado individualmente nas escolas e demais unidades, e não apenas considerando o conjunto da rede municipal.

Em caso de descumprimento, o Sintego poderá receber multa diária de R$ 5 mil, inicialmente limitada a R$ 100 mil.

A Justiça também determinou que o sindicato apresente, no prazo de cinco dias, documentos relacionados à assembleia que aprovou a paralisação e um plano de contingência para cada unidade. O documento deverá indicar como serão mantidos serviços como alimentação escolar e atendimento na educação infantil.

Uma nova tentativa de acordo já está marcada. Prefeitura de Goiânia e Sintego participam de audiência de conciliação na quarta-feira (19), às 10h30, no Tribunal de Justiça de Goiás.