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Bruno Dantas renuncia ao TCU e abre caminho para Pacheco
Ministro permanecerá na Corte até 9 de setembro; ex-presidente do Senado é o principal nome cotado para ocupar a vaga
31/08/2026 15h21
Por: Lavínia Dornellas
Bruno Dantas/Foto: Reprodução

O ministro Bruno Dantas formalizou nesta segunda-feira (31) a renúncia ao Tribunal de Contas da União (TCU). A saída será efetivada em 9 de setembro e abre caminho para que o Senado inicie o processo de escolha de um novo integrante da Corte. O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), ex-presidente do Congresso Nacional, é o principal nome cotado para a vaga.

Dantas protocolou o pedido pouco depois do meio-dia. Em nota, afirmou que encerra sua passagem pelo tribunal com a avaliação de que cumpriu os mandatos que recebeu e que, aos 48 anos, pretende buscar novos desafios profissionais.

O ministro também defendeu a renovação nos altos cargos públicos. Dantas integra o TCU desde 2014 e presidiu o tribunal entre 2023 e 2024.

Pacheco depende de aprovação do Senado

As articulações para levar Pacheco ao TCU ocorrem há meses e ganharam força depois que o senador sinalizou que encerraria sua trajetória na política eleitoral. Como a cadeira deixada por Dantas pertence à cota de indicações do Senado, a escolha do substituto passa pela própria Casa.

Pacheco ainda precisará ser formalmente indicado e cumprir as etapas previstas para a escolha de ministros do TCU, incluindo sabatina e votação no Senado. A movimentação pode avançar já nesta semana, aproveitando a presença dos parlamentares em Brasília durante o período de esforço concentrado.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), está entre os principais articuladores da indicação. A expectativa entre interlocutores é de que o processo seja concluído antes do término do atual mandato de Pacheco como senador.

Posse pode ocorrer após as eleições

Mesmo com eventual aprovação rápida pelo Senado, a posse de Pacheco não necessariamente será imediata. Uma das possibilidades discutidas nos bastidores é que ele assuma o TCU em novembro.

Nesse cenário, a cadeira de Minas Gerais no Senado passaria ao suplente Renzo Braz (PP-MG), que assumiria os meses restantes do mandato.

A movimentação também integra uma articulação mais ampla entre lideranças do Senado e o Palácio do Planalto. Pacheco conta com o apoio de Alcolumbre e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para chegar ao TCU.

Sem a indicação para a Corte de Contas, a expectativa era de que o senador retomasse a atuação na advocacia após deixar o Congresso.