Campo Gameleiras
Moradores protestam contra retirada de gameleiras no Setor Oeste, em Goiânia
Duas árvores de quase sete décadas podem ser retiradas após laudo da Amma apontar estado crítico e risco de queda
31/08/2026 15h42
Por: Redação
Foto: Reprodução

Moradores e integrantes do grupo Goiânia Verde realizaram uma manifestação contra a retirada de duas gameleiras da Praça Mestre Maria Henriqueta Péclat, conhecida como Praça da Cirrose, no Setor Oeste, em Goiânia. O protesto ocorreu após um laudo da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) recomendar a supressão das árvores por questões de segurança.

As gameleiras fazem parte de um conjunto de quatro exemplares que estão na praça há cerca de 68 anos. Com mais de dez metros de altura, as árvores fornecem sombra para frequentadores do espaço e imóveis próximos e são consideradas parte da paisagem tradicional do bairro.

Os manifestantes defendem que, em vez da retirada, a Prefeitura realize ações de manutenção e podas preventivas para preservar as árvores.

Moradores defendem preservação

Um dos organizadores da manifestação, Luiz Gonzaga Lopes Filho, afirma que moradores do entorno são contrários à retirada e consideram que as gameleiras ainda podem ser preservadas com os cuidados adequados.

“A maioria dos moradores do entorno da praça é contra o corte e sabe que o verdadeiro caminho é o cuidado constante. Além de exuberantes, elas têm um valor sentimental enorme”, afirmou.

Moradora de um dos prédios próximos à praça, Sandra Valente também defende a manutenção das árvores. Segundo ela, as gameleiras contribuem para o conforto térmico e para a qualidade de vida de quem vive na região.

Amma aponta necrose e risco de queda

Das quatro gameleiras existentes no local, a Amma recomenda a retirada de duas. Conforme o órgão ambiental, os exemplares apresentam condições consideradas críticas, incluindo necrose, falta de área permeável suficiente para o desenvolvimento das raízes e risco de queda.

As outras duas árvores deverão ser preservadas e passar por poda. Como compensação ambiental pela eventual retirada, está prevista a plantação de duas árvores da espécie escumilha-africana.

Em nota, a Amma informou que o desprendimento de galhos representa um problema de segurança e que quedas anteriores já resultaram em pedidos de ressarcimento por danos a veículos estacionados nas proximidades.

Até o momento, não há uma data definida para a retirada das duas gameleiras.