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PIB cresce 0,5% no 2º trimestre, mas economia perde ritmo
Agropecuária lidera avanço, enquanto consumo das famílias recua 0,4%; economia brasileira acumula alta de 1,9% no primeiro semestre
01/09/2026 12h59
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

A economia brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três primeiros meses do ano, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (1º). Apesar do resultado positivo, houve desaceleração em relação ao avanço de 1,1% registrado no primeiro trimestre.

O desempenho ficou ligeiramente acima da expectativa do mercado, que apontava crescimento de 0,4%. Na comparação com o mesmo período de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 2%. No primeiro semestre, a economia acumulou expansão de 1,9%.

Entre abril e junho, o PIB brasileiro movimentou R$ 3,426 trilhões em valores correntes. O indicador representa a soma dos bens e serviços finais produzidos no país e é uma das principais medidas utilizadas para acompanhar o desempenho da economia.

Agropecuária puxa crescimento

Entre os grandes setores, a agropecuária apresentou o melhor resultado no trimestre, com alta de 2,8%. Os serviços cresceram 0,2%, enquanto a indústria ficou próxima da estabilidade, com avanço de 0,1%.

Na indústria, as atividades extrativas cresceram 3,4% e evitaram um resultado negativo do setor. A indústria de transformação e a construção recuaram 0,4% cada, enquanto o segmento de eletricidade, gás, água, esgoto e gestão de resíduos caiu 1,1%.

Nos serviços, o principal destaque foi informação e comunicação, com crescimento de 2,1%. Transporte, armazenagem e correio avançaram 1,1%. Administração pública e atividades financeiras apresentaram queda no período.

Famílias reduzem consumo

Se a produção avançou, o comportamento das famílias mostrou perda de força. O consumo das famílias caiu 0,4% em relação ao primeiro trimestre, quando havia crescido 0,8%. Já os gastos do governo aumentaram 0,4%.

Os investimentos tiveram desempenho melhor e avançaram 1,2%. Esse indicador inclui recursos destinados a máquinas, equipamentos, obras e outros ativos utilizados para aumentar a capacidade de produção da economia.

O setor externo, por outro lado, limitou o crescimento. As exportações recuaram 0,8%, enquanto as importações aumentaram 1,8% na comparação trimestral.

Agro e petróleo impulsionam resultado anual

Na comparação com o segundo trimestre de 2025, a agropecuária cresceu 6,8%, beneficiada pelo desempenho da pecuária e de culturas como soja e café.

A indústria avançou 1,5% em um ano, puxada principalmente pela extração de petróleo e gás, que levou as atividades extrativas a crescerem 12%. Os serviços também registraram alta de 1,5%.

Apesar do avanço dos investimentos no trimestre, a taxa de investimento caiu de 16,6% para 16,1% do PIB em um ano. Os números do primeiro semestre mostram uma economia ainda em expansão, mas com ritmo mais moderado e sinais de enfraquecimento do consumo das famílias.