Para 57% dos eleitores brasileiros, a ausência de um candidato em debates durante a campanha eleitoral não interfere na decisão de voto. Outros 37% afirmam que ficam menos dispostos a votar em quem não participa desses encontros, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (4).
O levantamento, encomendado pelo jornal O Globo e pela Globo, também mostra que 3% dizem ter mais vontade de votar em um candidato que falta aos debates. Outros 3% não souberam ou não responderam.
Questionados se a ausência em um debate afeta a chance de votar em determinado candidato, os entrevistados responderam:
A discussão ganhou espaço na campanha presidencial depois que Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) não participaram do primeiro debate entre candidatos à Presidência, realizado pela Band em 23 de agosto.
Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) participaram do encontro.
Na pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (2), Lula aparecia com 37% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro, com 29%. Augusto Cury tinha 10%.
Embora a maioria do eleitorado diga que a participação nos debates não interfere na escolha, o cenário muda entre alguns grupos.
Entre os eleitores de 16 a 34 anos, 46% afirmam que ficam menos dispostos a votar em um candidato que não participa dos debates. O percentual cai para 37% entre pessoas de 35 a 59 anos e para 27% entre quem tem 60 anos ou mais.
A ausência também tem maior impacto entre os chamados eleitores independentes — aqueles que não se identificam como de direita ou de esquerda, nem como lulistas ou bolsonaristas. Nesse grupo, 45% dizem ter menos vontade de votar no candidato que falta, enquanto 50% afirmam que a ausência não interfere.
Entre os eleitores evangélicos, 40% afirmam que a ausência em debates reduz a disposição de votar no candidato. Para 54%, não há impacto na decisão.
Entre os católicos, 35% dizem ter menos vontade de votar em quem falta aos encontros, enquanto 58% afirmam que isso não interfere na escolha.
A Quaest entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país entre 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07065/2026.