O desfile cívico-militar de 7 de Setembro reuniu autoridades e público na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, nesta segunda-feira (7). Neste ano, a celebração da Independência do Brasil teve três eixos definidos pelo governo federal: soberania nacional, enfrentamento à violência contra as mulheres e Copa do Mundo Feminina de 2027.
A programação começou às 9h e teve duração prevista de aproximadamente duas horas. O tradicional desfile contou com a participação de integrantes do Exército, da Marinha e da Força Aérea, além da presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de ministros do governo.
Um dos temas escolhidos para a celebração foi o enfrentamento à violência contra as mulheres, assunto que ganhou destaque na agenda dos Três Poderes ao longo deste ano.
Em fevereiro, Executivo, Legislativo e Judiciário lançaram um pacto nacional de enfrentamento ao feminicídio. A iniciativa reconhece a violência contra as mulheres como um problema estrutural e propõe atuação conjunta para combater esse tipo de crime.
Em 2026, também foram criadas medidas para ampliar a proteção às vítimas, entre elas o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência Contra a Mulher. A ferramenta busca facilitar a identificação e localização de condenados, inclusive quando há mudança de estado.
A soberania nacional foi outro eixo do desfile deste ano. O tema ganhou espaço no discurso do governo brasileiro diante das disputas comerciais com os Estados Unidos e das tarifas aplicadas a produtos exportados pelo Brasil.
Nos últimos meses, Lula defendeu publicamente que questões comerciais não sejam utilizadas como instrumento de interferência na política ou nos interesses brasileiros.
O debate também envolveu as críticas feitas pelos Estados Unidos ao Pix. O governo brasileiro passou a tratar a defesa do sistema de pagamentos como parte da proteção aos interesses econômicos e tecnológicos do país.
O terceiro tema escolhido para o 7 de Setembro foi a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho do próximo ano.
A competição terá 64 partidas distribuídas por oito cidades brasileiras. São Paulo receberá dez jogos; Rio de Janeiro e Fortaleza, nove cada; Belo Horizonte, oito; e Brasília, Salvador, Porto Alegre e Recife terão sete partidas cada.
O Brasil foi escolhido para sediar a competição em maio de 2024, durante congresso da Fifa realizado em Bangkok, na Tailândia. A candidatura brasileira recebeu 119 votos e venceu a proposta conjunta de Alemanha, Holanda e Bélgica, que obteve 78.
A inclusão da Copa Feminina entre os temas do desfile buscou antecipar a mobilização para o torneio, que será realizado pela primeira vez na América do Sul.