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Lula pede quebra ‘completa’ do sigilo das investigações do Master
Presidente voltou a defender apuração “doa a quem doer” e criticou vazamentos seletivos que, segundo ele, interferem na disputa eleitoral
09/09/2026 15h33
Por: Redação
Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quarta-feira (9) a quebra “completa” do sigilo das investigações relacionadas ao Banco Master. Em publicação nas redes sociais, o presidente afirmou que as apurações devem avançar independentemente de quem seja atingido.

“É urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade”, escreveu.

Lula também criticou o que chamou de “vazamentos seletivos” de informações das investigações. Segundo o presidente, a divulgação parcial de elementos das apurações pode interferir na disputa eleitoral.

“Diante da gravidade do maior crime financeiro da história do Brasil, o povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário”, acrescentou.

Lula critica divulgação seletiva de informações

A manifestação ocorre depois da divulgação de informações envolvendo pessoas próximas ao presidente, entre elas seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro.

Aliados de Lula têm criticado a divulgação de informações que consideram descontextualizadas e defendem que, caso o sigilo seja retirado, a medida alcance o conjunto das investigações.

O presidente citou como referência a condução da Operação Spoofing, iniciada em 2019, que investigou a invasão de dispositivos eletrônicos de autoridades brasileiras e posteriormente teve desdobramentos analisados no Supremo Tribunal Federal (STF).

Declaração ocorre em meio à crise no STF

A cobrança de Lula acontece em meio ao aumento da tensão no Supremo provocada pelos desdobramentos das investigações relacionadas ao Banco Master.

A crise se intensificou depois que o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que continha mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e referências ao ministro Alexandre de Moraes.

Desde então, decisões e acusações envolvendo integrantes do Supremo, a Procuradoria-Geral da República e a cúpula da Polícia Federal ampliaram o embate institucional.

Na terça-feira (8), Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. Nesta quarta-feira (9), o ministro Flávio Dino suspendeu os efeitos da medida e determinou a reintegração dos dois delegados, argumentando que a mudança poderia comprometer investigações em andamento.

A controvérsia deve chegar ao plenário do STF, enquanto diferentes frentes relacionadas ao Banco Master continuam sob investigação.