Esportes Libertadores
Heróis e vilões na marca da cal: pênaltis definem noite dos brasileiros na América
Carlos Miguel salva o Palmeiras, Gabriel Delfim brilha pelo Atlético-MG e Memphis desperdiça cobrança que poderia manter o Corinthians vivo na Libertadores.
17/09/2026 18h10
Por: Redação

A distância entre a classificação e a eliminação foi de apenas 11 metros.

A noite de quarta-feira (16) colocou três clubes brasileiros diante de momentos decisivos nas competições continentais e transformou a marca do pênalti no centro das atenções.

Palmeiras e Atlético-MG sobreviveram.

O Corinthians ficou pelo caminho.

Na Libertadores, Carlos Miguel defendeu duas cobranças e colocou o Palmeiras na semifinal depois de uma batalha contra a LDU em Quito. Em São Paulo, Memphis Depay teve nos pés a oportunidade de manter o Corinthians vivo, mas desperdiçou um pênalti nos acréscimos diante do Estudiantes.

Na Sul-Americana, Gabriel Delfim foi ainda mais decisivo: três defesas na disputa contra o Santos e classificação do Atlético-MG.

Três confrontos. Três histórias. E personagens completamente diferentes separados pelo mesmo momento do jogo.

Memphis perde chance de salvar o Corinthians

O Corinthians está fora da Libertadores.

O Alvinegro perdeu por 1 a 0 para o Estudiantes na Neo Química Arena e encerrou sua participação nas quartas de final.

O momento que ficará marcado aconteceu nos acréscimos.

Com a possibilidade de levar o confronto para a disputa por pênaltis, Memphis Depay assumiu a cobrança.

Era a oportunidade de manter o Corinthians vivo.

O holandês bateu para fora.

O erro confirmou a classificação argentina e transformou Memphis no personagem mais lembrado da eliminação.

Erro repercute fora do Brasil

A cobrança desperdiçada rapidamente atravessou as fronteiras brasileiras.

A imprensa europeia, especialmente veículos dos Países Baixos, repercutiu o lance envolvendo o atacante da seleção holandesa.

A dimensão internacional da carreira de Memphis naturalmente aumenta a repercussão. O atacante construiu sua trajetória em grandes clubes europeus antes de chegar ao futebol brasileiro.

Mas transformar a eliminação exclusivamente no erro do camisa 10 seria ignorar o restante do confronto.

O Corinthians teve dois jogos para construir sua classificação e não conseguiu.

O técnico Fernando Diniz assumiu a responsabilidade pelo momento da equipe e reconheceu as dificuldades para encontrar respostas durante a temporada.

Para Memphis, resta agora impedir que aqueles poucos segundos na marca do pênalti se transformem na imagem predominante de sua passagem pelo clube.

Carlos Miguel salva o Palmeiras em Quito

Se Memphis saiu da marca do pênalti com a frustração da eliminação, Carlos Miguel encontrou nela sua grande noite com a camisa do Palmeiras.

O Verdão perdeu por 3 a 2 para a LDU em Quito e precisou das penalidades para garantir a classificação.

Depois de vencer por 1 a 0 no primeiro confronto, o Palmeiras chegou a construir vantagem importante no Equador.

Marlon Freitas abriu o placar, e Vitor Roque ampliou na segunda etapa.

A classificação parecia encaminhada.

Mas a LDU reagiu.

Estrada marcou duas vezes nos minutos finais, virou a partida e levou a definição da vaga para os pênaltis.

Duas defesas e vaga na semifinal

Foi então que Carlos Miguel assumiu o protagonismo.

O goleiro defendeu duas cobranças da LDU e ajudou o Palmeiras a vencer a disputa por 4 a 3.

Depois do jogo, resumiu o sentimento palmeirense:

“Não precisava ser tão sofrida.”

Mas foi.

E o sofrimento terminou com o Palmeiras alcançando sua 13ª semifinal de Libertadores, ampliando o recorde brasileiro na competição.

Agora haverá duelo nacional por uma vaga na grande decisão.

O adversário será o Fluminense, que eliminou o Platense nas quartas de final.

Atlético-MG busca reação e leva decisão para os pênaltis

Na Sul-Americana, o Atlético-MG entrou em campo com uma missão diferente.

O Santos havia vencido a primeira partida por 2 a 0 na Vila Belmiro.

O Galo precisava reagir em Belo Horizonte.

E reagiu.

O Atlético venceu por 4 a 2, anulou a vantagem santista no placar agregado e levou a decisão para os pênaltis.

Foi quando outro goleiro brasileiro tomou conta da noite.

Gabriel Delfim para três e vira herói

Se duas defesas de Carlos Miguel foram suficientes para colocar o Palmeiras na semifinal da Libertadores, Gabriel Delfim conseguiu uma a mais.

O goleiro do Atlético-MG defendeu três cobranças do Santos.

O Galo venceu a disputa por 3 a 1 e completou uma classificação construída a partir de uma desvantagem de dois gols trazida do primeiro confronto.

Para o Santos, restou a frustração de ver desaparecer a vantagem conquistada na Vila Belmiro.

Para o Atlético, permanece vivo o sonho de conquistar a Sul-Americana.

Onze metros separaram histórias completamente diferentes

Memphis Depay.

Carlos Miguel.

Gabriel Delfim.

Os três terminaram a quarta-feira ligados pelo mesmo fundamento e por sentimentos completamente opostos.

Um pênalti desperdiçado ajudou a encerrar a campanha corintiana.

Duas defesas colocaram o Palmeiras entre os quatro melhores da Libertadores.

Três defesas mantiveram o Atlético-MG na disputa pelo título da Sul-Americana.

É uma demonstração de como o mata-mata continental consegue reduzir meses de preparação, dezenas de partidas e milhões investidos a poucos segundos.

Às vezes, uma temporada inteira cabe nos 11 metros existentes entre a bola e o gol.

E na noite de quarta-feira, essa distância separou heróis, frustrações, classificações e uma eliminação brasileira nas competições continentais.

Qual foi o momento mais impressionante da noite: as defesas de Carlos Miguel, o show de Gabriel Delfim ou o pênalti perdido por Memphis? Comente e acompanhe as competições continentais em nosso portal e nas redes sociais da Lig Digital.