
A estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada morta no pátio do condomínio onde morava em Fortaleza, estava grávida, segundo o irmão dela, Rafael Magalhães. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (21), enquanto a Polícia Civil do Ceará investiga as circunstâncias da morte.
Segundo Rafael, a família recebeu a confirmação da gravidez. Ainda não há informação sobre o período da gestação, e a confirmação pericial depende dos exames da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce).
Isabelle foi encontrada morta no dia 13 de setembro, no condomínio La Piazza, no bairro Aldeota. O laudo cadavérico apontou politraumatismo como causa da morte, com lesões compatíveis com impacto contra o solo. Exames toxicológicos não identificaram substâncias de interesse.
Imagens das câmeras de segurança do condomínio registraram a movimentação de Isabelle e do namorado antes da morte.
Segundo os registros divulgados, a estudante chegou ao prédio às 17h58. O namorado desceu até a portaria e os dois subiram juntos pelo elevador.
Às 18h33, o homem aparece deixando o condomínio sozinho e usando outra roupa. Já às 19h12, Isabelle foi registrada entrando no elevador em direção ao terraço, localizado no 23º andar.
Essa é a última imagem conhecida da estudante com vida. O corpo foi encontrado no pátio do condomínio às 20h40, cerca de 88 minutos depois.
A Polícia Civil informou que analisa as imagens para reconstruir a cronologia dos deslocamentos no prédio. A dinâmica que levou à morte ainda não foi concluída e depende do resultado das perícias e demais diligências.
O namorado de Isabelle está sendo procurado pela Polícia Civil. Até o momento, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará não informou que ele seja considerado suspeito pela morte da estudante.
No domingo (20), a mãe do namorado foi localizada na praia do Cumbuco, em Caucaia. A polícia cumpriu um mandado de busca e apreensão e recolheu um celular e um tablet, que serão submetidos à perícia.
A mãe de Isabelle, Isorlanda Caracristi, afirmou que a família não foi comunicada pelos familiares do namorado sobre a morte. Segundo ela, a última conversa com a filha ocorreu no próprio dia 13. A família só descobriu o que havia acontecido no dia seguinte, após ir ao condomínio em busca de informações.
A Polícia Civil continua realizando diligências e afirma que somente após a conclusão das perícias será possível estabelecer a dinâmica da morte.