
Uma nova opção de tratamento para casos específicos de câncer de mama avançado ou metastático recebeu autorização para chegar ao mercado brasileiro. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (21) o registro do Etcamah, medicamento oral à base de camizestranto.
O tratamento é direcionado a pacientes com câncer de mama com receptor de estrogênio positivo (ER+), HER2 negativo e que apresentem mutação no gene ESR1. A indicação aprovada considera ainda critérios relacionados ao tratamento anterior e à ausência de progressão radiológica ou clínica da doença.
O registro da Anvisa permite a comercialização do medicamento no país para a indicação terapêutica autorizada. A prescrição, porém, depende da avaliação médica e das características de cada paciente.
O camizestranto pertence a uma classe de medicamentos conhecida como degradadores seletivos do receptor de estrogênio.
Alguns tipos de câncer de mama utilizam o estrogênio como estímulo para crescer. O medicamento atua justamente sobre o receptor desse hormônio presente nas células tumorais, bloqueando sua atividade e promovendo sua degradação.
Com isso, a estratégia busca dificultar o crescimento dos tumores que dependem dessa sinalização hormonal.
A mutação no gene ESR1 também é um ponto importante para a indicação do tratamento. Essa alteração pode aparecer durante terapias hormonais e está relacionada ao desenvolvimento de resistência a determinados medicamentos endócrinos.
A identificação da mutação por exames específicos ajuda a equipe médica a avaliar novas alternativas de tratamento quando a doença apresenta essas características.
O câncer de mama pode apresentar diferentes características biológicas, o que faz com que o tratamento varie de acordo com o tipo e o estágio da doença.
Entre os principais sinais de alerta estão nódulos persistentes ou endurecidos, alterações no formato ou na pele da mama, retração do mamilo, secreção com sangue e presença de caroços nas axilas.
A confirmação do diagnóstico envolve avaliação médica e pode exigir exames de imagem e biópsia. Depois da identificação do tumor, características como receptores hormonais, presença de alterações genéticas e estágio da doença ajudam a definir a estratégia terapêutica.
Cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapias hormonais e medicamentos direcionados a características específicas do tumor estão entre as possibilidades de tratamento. A escolha depende da avaliação individual de cada paciente.
A aprovação do Etcamah amplia as alternativas disponíveis no Brasil para um grupo específico de pacientes com câncer de mama avançado ou metastático, especialmente nos casos em que alterações moleculares influenciam a resposta às terapias hormonais.