O furacão Polo continua avançando próximo à costa do Pacífico mexicano nesta quarta-feira (23), mantendo o sudoeste do país em alerta para chuvas intensas, inundações e deslizamentos. O sistema está na categoria 4 e registra ventos máximos sustentados de 240 km/h, segundo o boletim mais recente do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC).
Às 9h no horário local, Polo estava aproximadamente 255 quilômetros ao sul de Zihuatanejo e 480 quilômetros a sudeste de Manzanillo. O furacão se deslocava lentamente para noroeste, a cerca de 7 km/h.
Apesar da proximidade com o México, a previsão indica que o centro da tempestade deve permanecer sobre o oceano. Os efeitos do fenômeno, no entanto, já alcançam o continente: as bandas externas de chuva começaram a atingir o litoral sudoeste.
A intensidade do furacão variou rapidamente nas últimas horas. À meia-noite desta quarta-feira, Polo estava na categoria 5, o nível máximo da escala Saffir-Simpson, com ventos sustentados de aproximadamente 270 km/h.
Horas depois, o sistema perdeu força e retornou à categoria 4. Mesmo com o enfraquecimento, Polo permanece classificado como um furacão de grande intensidade.
O NHC mantém aviso de tempestade tropical no trecho entre Tecpan de Galeana e Punta San Telmo e uma área de vigilância entre Punta San Telmo e Playa Pérula.
Além dos ventos, o avanço lento de Polo aumenta a preocupação com o volume de chuva acumulado nas áreas costeiras.
Guerrero e Michoacán podem registrar chuvas intensas até quinta-feira (24), com possibilidade de inundações repentinas e deslizamentos, principalmente em áreas de relevo acidentado. Oaxaca, Colima e Jalisco também estão entre os estados que podem ser atingidos.
O litoral ainda deve enfrentar ondas fortes, correntes marítimas perigosas e possibilidade de alagamentos costeiros.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, orientou moradores da costa do Pacífico a acompanharem os alertas das autoridades. Até o momento, a trajetória prevista mantém o centro de Polo no mar, mas a proximidade do furacão exige atenção devido aos impactos que podem ocorrer mesmo sem uma passagem direta sobre o território mexicano.