A Audi levou mudanças em 14 componentes para o GP do Azerbaijão, mas o primeiro dia em Baku ainda não respondeu se o novo pacote entregou o avanço esperado.
Gabriel Bortoleto começou bem, terminando o TL1 em décimo, com 1min46s688. No TL2, apesar de melhorar seu tempo para 1min45s794, caiu para a 14ª posição, imediatamente à frente do companheiro Nico Hülkenberg.
“O carro não estava incrível no TL2, para ser muito honesto. Estamos sofrendo um pouco com falta de aderência”, reconheceu Bortoleto.
A Audi modificou áreas importantes do R26, como asas, assoalho, difusor, suspensões, dutos de freio e cobertura do motor.
Apesar do resultado abaixo do esperado, Bortoleto evitou classificar a atualização como um fracasso.
“Há algumas coisas que funcionaram e outras que precisamos entender um pouco melhor.”
A equipe conseguiu realizar comparações entre configurações diferentes nos dois carros e agora analisará os dados antes do TL3.
Baku também dificulta conclusões definitivas. Tráfego, evolução da pista, vácuo na longa reta e o momento de utilização dos pneus podem alterar significativamente os tempos.
Além disso, Bortoleto acredita que circuitos como Kuala Lumpur e Singapura poderão mostrar melhor o potencial das mudanças.
O desempenho também liga um alerta na disputa do meio do grid. No TL2, Pierre Gasly colocou a Alpine em sétimo, Esteban Ocon terminou em décimo com a Haas e Sergio Pérez foi 13º pela Cadillac, imediatamente à frente de Bortoleto.
Com Bortoleto e Hülkenberg separados por menos de um décimo, a falta de aderência aparentemente não ficou restrita ao carro do brasileiro.
Agora, a Audi precisa encontrar respostas antes da classificação.
Horários do GP do Azerbaijão, em Brasília:
Sexta-feira (25): TL3 às 5h30 e classificação às 9h.
Sábado (26): corrida às 8h.
A atualização funcionou ou a Audi ainda tem trabalho pela frente? A classificação será o primeiro grande teste. Acompanhe tudo em nosso portal de notícias e nas redes sociais da Lig Digital.