
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, segundo dados divulgados nesta terça-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No trimestre terminado em maio, o índice estava em 5,6%.
A redução representa 281 mil pessoas a menos procurando trabalho. A população desocupada caiu 4,6% em relação ao trimestre anterior e 4,9% na comparação com o mesmo período de 2025.
Ao mesmo tempo, o número de brasileiros trabalhando atingiu o maior patamar da série histórica da Pnad Contínua. A população ocupada avançou 0,8% no trimestre e ficou 1% acima do registrado há um ano.
O nível de ocupação — proporção de pessoas trabalhando dentro da população em idade de trabalhar — chegou a 58,9%, alta de 0,3 ponto percentual no trimestre.
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi estimado em R$ 3.777. O valor ficou estável na comparação com o trimestre anterior, mas apresentou crescimento de 3,7% frente ao mesmo período de 2025.
O IBGE também apontou estabilidade no número de trabalhadores por conta própria, estimado em 26,1 milhões.
Entre os trabalhadores domésticos, o contingente permaneceu em aproximadamente 5,5 milhões. O número de empregados do setor privado sem carteira assinada também apresentou estabilidade e ficou em 13,7 milhões.
Apesar da queda do desemprego, a informalidade apresentou pequena variação para cima. A taxa ficou em 37,5% da população ocupada, contra 37,3% no trimestre encerrado em maio.
Na comparação anual, porém, houve redução: no mesmo período de 2025, 38% dos trabalhadores estavam na informalidade.
A população subocupada por insuficiência de horas — formada por pessoas que trabalham menos do que gostariam e poderiam trabalhar mais — ficou estável no trimestre e caiu 6,2% em um ano.
Já o contingente fora da força de trabalho permaneceu estável em relação ao trimestre anterior e cresceu 0,9% na comparação anual.