
O candidato a deputado estadual Rannieri Cavalcanti Lopes (PSDB) foi atingido por ovos durante uma carreata de campanha em Caldas Novas, no sul de Goiás, na terça-feira (29). O episódio ocorreu quando o trio elétrico em que ele estava passou por uma avenida em frente à residência do prefeito Kleber Marra. Após concluir o percurso, o candidato procurou a polícia e registrou ocorrência.
Segundo o relato apresentado por Rannieri à polícia, cerca de cinco ovos foram lançados em direção à carreata. Parte atingiu as costas do candidato, enquanto outros acertaram o trio elétrico e veículos que acompanhavam o ato. Não houve relato de ferimentos graves.
Rannieri afirmou que os objetos partiram de um imóvel de três pavimentos e disse que um dos ovos poderia ter provocado ferimentos caso o atingisse no rosto.
De acordo com o registro policial obtido pelo Jornal Opção, o candidato apontou Lázaro Pinto Marra, pai do prefeito Kleber Marra, como responsável pelo episódio e relatou que ele teria incentivado uma criança, supostamente seu neto, a participar dos arremessos. O caso foi registrado como injúria real e corrupção de menores.
A participação da criança e as circunstâncias do episódio ainda deverão ser apuradas pelas autoridades. Rannieri informou que pretende levar o caso também à Justiça Eleitoral.
O candidato relacionou o ocorrido às críticas que vinha fazendo durante a carreata à administração municipal. Entre elas, citou investimentos na saúde, obras de infraestrutura e um empréstimo de R$ 100 milhões contratado pela prefeitura. As declarações são acusações feitas pelo próprio candidato e não significam, por si só, comprovação de irregularidades.
Rannieri também afirmou que Lázaro é avô de Rafael Marra, que igualmente disputa uma vaga de deputado estadual em Goiás. A candidatura de Rannieri consta como deferida para as eleições de 2026.
Apesar do episódio, o candidato continuou a carreata antes de procurar a delegacia.
O Jornal Opção informou ter procurado o prefeito Kleber Marra para comentar as declarações e o episódio, mas não havia recebido resposta até a publicação da reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação dos citados.