O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta segunda-feira (5) que acompanhará o segundo turno da eleição presidencial brasileira. Ao ser questionado sobre o resultado do primeiro turno, o chefe da diplomacia norte-americana disse que a realização de uma nova votação já era esperada.
A declaração foi dada durante uma entrevista coletiva na Base Aérea de Andrews, nos arredores de Washington, antes de Rubio embarcar para compromissos internacionais.
“Vai para o segundo turno. Acho que todos esperavam isso. Vamos ver como isso se desenrola”, afirmou.
Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avançaram para a etapa decisiva da eleição, marcada para 25 de outubro.
Rubio é uma das principais figuras da política externa do governo de Donald Trump para a América Latina. Descendente de imigrantes cubanos, o secretário realizou viagens a diferentes países da região e tem participado das articulações norte-americanas no continente.
Entre as iniciativas lideradas pelo secretário está o chamado “Escudo das Américas”, coalizão voltada ao combate ao narcotráfico e à cooperação dos Estados Unidos com países latino-americanos.
Em uma reunião recente do gabinete norte-americano, Rubio destacou o alinhamento político de diferentes governos da região com Washington.
“Pela primeira vez em 15 ou 20 anos, a esmagadora maioria dos países no Hemisfério Ocidental agora é liderada por líderes pró-americanos e governos pró-americanos. É uma conquista extraordinária”, declarou.
As declarações do secretário ocorrem em meio à atenção do governo brasileiro sobre a postura dos Estados Unidos durante o processo eleitoral.
Antes do primeiro turno, Lula afirmou estar “um pouco preocupado” com a atuação de Marco Rubio e mencionou a possibilidade de interferência norte-americana na eleição brasileira.
A fala de Rubio nesta segunda, no entanto, limitou-se a dizer que o segundo turno era esperado e que acompanhará o desenrolar da disputa. No trecho divulgado, o secretário não declarou apoio a Flávio Bolsonaro nem a Lula.
Os dois candidatos voltam às urnas em 25 de outubro, quando será definido quem comandará o Brasil pelos próximos quatro anos.