Enquanto os brasileiros começavam a votar às 8h deste domingo (4), pelo horário de Brasília, parte dos eleitores que vivem no exterior já havia encerrado a participação no primeiro turno das Eleições 2026. Isso acontece porque a votação fora do país segue o horário local de cada cidade e pode começar antes devido às diferenças de fuso horário.
Neste ano, 916.534 brasileiros estavam aptos a votar no exterior. Para participar da eleição fora do Brasil, o eleitor precisa ter transferido o domicílio eleitoral para outro país.
Quem está registrado na chamada Zona Eleitoral do Exterior (ZZ) participa apenas da eleição para presidente e vice-presidente da República. Esses eleitores não votam para governador, senador, deputado federal ou deputado estadual.
As seções eleitorais instaladas em outros países seguem os horários locais. Por isso, enquanto ainda era sábado (3) no Brasil, o domingo (4) já havia começado em algumas regiões do mundo.
A Nova Zelândia foi o primeiro país a iniciar a votação. Com o avanço dos fusos horários, outras seções foram abertas sucessivamente na Oceania, Ásia, Europa, África e Américas. Os últimos eleitores a votar estavam no Canadá.
Apesar das diferenças de horário, o processo utiliza urnas eletrônicas e integra a mesma eleição presidencial realizada no território brasileiro.
A votação dos brasileiros que moram em outros países é centralizada pela Zona Eleitoral do Exterior, identificada pela sigla ZZ e vinculada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF).
Essa estrutura é responsável pelo cadastro eleitoral no exterior e por procedimentos como alistamento, transferência de domicílio eleitoral, atualização de dados e justificativas.
A preparação das urnas e a logística da eleição são realizadas em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores, por meio da rede de representações diplomáticas brasileiras.
Em 2026, foram organizadas 1.351 seções eleitorais no exterior.
Concluída a apuração das urnas fora do país, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terminou na primeira colocação, com 47,57% dos votos válidos, equivalentes a 157.387 votos.
Flávio Bolsonaro (PL) ficou em segundo, com 43,49%, ou cerca de 143,9 mil votos.
Na sequência apareceram Augusto Cury (Avante), com 2,94%; Renan Santos (Missão), com 2,59%; Ronaldo Caiado (PSD), com 1,42%; e Romeu Zema (Novo), com 1,01%. Os demais candidatos ficaram abaixo de 1% entre os eleitores no exterior.
O resultado fora do Brasil foi diferente da votação nacional. No país, Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno à frente, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%.
Como nenhum candidato alcançou mais da metade dos votos válidos nacionalmente, Flávio e Lula voltam a disputar a Presidência no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Os brasileiros com domicílio eleitoral no exterior também poderão participar da nova votação.