
Eduarda Campopiano (PL), deputada estadual mais votada de São Paulo nas eleições de 2026, foi alvo de uma representação no Ministério Público de São Paulo (MPSP) por uma publicação contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL). O pedido foi apresentado nesta segunda-feira (5) pela deputada estadual eleita Sofia Favero (PSOL).
A representação pede que o caso seja investigado por possíveis práticas de transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero.
A publicação questionada foi feita por Campopiano no domingo (4), dia do primeiro turno das eleições, na rede social X. No post direcionado a Erika Hilton, a deputada eleita escreveu:
A publicação ultrapassou 6 milhões de visualizações.
Sofia Favero argumenta no documento que a manifestação ultrapassa os limites da crítica política e da liberdade de expressão e que o conteúdo não atingiria apenas Erika Hilton, mas também mulheres trans de forma coletiva.
A representação pede a abertura de investigação e eventual responsabilização de Campopiano por quatro possíveis infrações: transfobia, injúria transfóbica e duas hipóteses relacionadas à violência política de gênero, previstas no Código Penal e no Código Eleitoral.
Entre os fundamentos apresentados estão dispositivos que tratam de ações destinadas a constranger, humilhar, perseguir ou dificultar o exercício de direitos políticos de mulheres.
O documento também menciona o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) que enquadrou condutas de homofobia e transfobia nos termos da legislação sobre racismo.
O pedido foi encaminhado ao Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do MPSP.
A representação ocorre dois dias depois de Campopiano conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
A candidata do PL, de 23 anos, recebeu 1.956.238 votos, maior votação entre os candidatos a deputado estadual em São Paulo neste ano.
Sofia Favero também foi eleita para a Alesp, com mais de 407 mil votos. Erika Hilton, alvo da publicação que motivou a representação, foi reeleita deputada federal pelo PSOL.
Até o momento descrito na representação, o caso consiste em um pedido de investigação apresentado ao Ministério Público. Caberá ao órgão analisar as alegações e definir os próximos procedimentos.