
Chegou ao fim uma das maiores histórias entre um jogador e uma seleção. Lionel Messi disputou nesta terça-feira (6) sua última partida pela Argentina, encerrando uma trajetória de 21 anos com a camisa albiceleste.
E a despedida teve roteiro de cinema.
Diante de mais de 85 mil torcedores no Monumental de Buenos Aires, a Argentina venceu Benin por 3 a 0. Messi participou diretamente dos três gols, com duas assistências e um gol de pênalti, o 126º dele pela seleção.
A emoção começou antes mesmo de a bola rolar. O camisa 10 foi recebido por uma multidão no caminho para o estádio e não conseguiu esconder as lágrimas.
No Monumental, uma enorme camisa argentina foi aberta no gramado com o número 10 e uma palavra que resumia a noite:
“Gracias”.
Messi voltou a se emocionar durante o hino nacional. Era a última vez que aquela cena, repetida durante mais de duas décadas, aconteceria antes de uma partida da seleção.
O evento foi batizado de “O Último Tango”, expressão utilizada pela própria Associação do Futebol Argentino para transformar o amistoso em uma grande homenagem ao capitão.
Dentro de campo, Messi também deixou sua última assinatura.
Depois de participar dos dois primeiros gols argentinos com assistências, o camisa 10 cobrou um pênalti e marcou o terceiro.
Foi o 126º gol de Messi em 208 partidas pela Argentina, encerrando sua passagem pela seleção como maior artilheiro de sua história.
Mais do que os números, fica uma trajetória que atravessou diferentes gerações, críticas, derrotas dolorosas e conquistas históricas.
Messi deixa a seleção com, entre seus principais títulos, a Copa do Mundo de 2022 e duas Copas América.
Depois de mais de duas décadas, a Argentina se despediu de seu capitão.
Terminou o último tango de Lionel Messi com a camisa albiceleste.
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