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Lula defende PEC da Segurança e diz: “para o bandido, prisão”
Presidente propõe maior participação da União no combate ao crime organizado e cobra posição de Flávio Bolsonaro sobre o fim da escala 6x1
08/10/2026 14h36
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quarta-feira (7) um novo lema para sua campanha à reeleição, com foco na segurança pública. Durante um encontro com parlamentares do PT, o presidente defendeu a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e afirmou que a prioridade deve ser proteger a população e combater a criminalidade.

“Para o povo trabalhador, a proteção; para o bandido, a prisão. É esse o nosso lema daqui pra frente”, declarou Lula.

A fala ocorreu durante uma reunião com deputados e senadores petistas eleitos no último domingo (4), além de parlamentares que já exercem mandato no Congresso Nacional.

A mudança no discurso acontece em meio à disputa pelo segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. A segurança pública é um dos temas utilizados pela oposição para criticar o governo federal, especialmente pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na corrida presidencial.

Lula quer ampliar atuação federal na segurança pública

Durante o encontro, Lula voltou a defender a PEC da Segurança Pública, proposta que busca ampliar a participação do governo federal no enfrentamento ao crime organizado e fortalecer a integração entre as forças policiais.

Segundo o presidente, a aprovação da medida também abriria caminho para a criação do Ministério da Segurança Pública e para o fortalecimento do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

Lula argumentou que o modelo de divisão de responsabilidades estabelecido pela Constituição de 1988 precisa ser atualizado, já que, na avaliação dele, os estados não conseguiram enfrentar sozinhos o avanço das organizações criminosas.

O presidente afirmou que pretende ampliar a atuação da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal no combate à criminalidade.

Ele também declarou que o governo trabalha na transformação de 138 unidades prisionais regionais em estabelecimentos de segurança máxima, com o objetivo de dificultar a atuação de facções como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Presidente desafia Flávio Bolsonaro sobre escala 6x1

Além da segurança pública, Lula voltou a defender o fim da escala de trabalho 6x1, modelo em que o trabalhador atua durante seis dias e tem apenas um de descanso.

O presidente pediu que parlamentares aliados expliquem à população os efeitos da proposta, que prevê a redução da jornada semanal sem diminuição salarial.

“Ao invés de seis dias de trabalho, um de descanso, nós vamos querer cinco dias de trabalho, sem desconto salarial e dois dias de descanso”, afirmou.

Lula também cobrou um posicionamento de Flávio Bolsonaro sobre a proposta em discussão no Senado.

“Quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favorável e a pedir para o PL votar favorável”, declarou.

O presidente criticou a defesa de negociações diretas entre empregados e empregadores como alternativa à mudança constitucional, argumentando que os trabalhadores poderiam ficar em desvantagem nessas negociações.

Com a segurança pública e a jornada de trabalho entre os principais temas de seu discurso, Lula busca reforçar propostas de governo e ampliar o debate com Flávio Bolsonaro nas semanas que antecedem o segundo turno.