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Papa Leão XIV é diagnosticado com câncer e retira parte do pulmão
Pontífice de 71 anos passou por cirurgia de 90 minutos em Roma; procedimento foi concluído sem complicações, mas médicos ainda avaliam a necessidade de novos tratamentos
13/10/2026 20h18
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

O papa Leão XIV, de 71 anos, foi diagnosticado com câncer de pulmão e precisou retirar parte do órgão durante uma cirurgia realizada nesta terça-feira (13), em Roma, na Itália. Segundo o Vaticano, o pontífice tem um adenocarcinoma pulmonar, um tipo de tumor maligno. O procedimento durou aproximadamente 90 minutos e foi concluído com sucesso, sem complicações.

A cirurgia ocorreu no Hospital Gemelli, onde Leão XIV estava internado desde a manhã. A equipe médica retirou o lobo inferior do pulmão direito, região onde o tumor estava localizado.

De acordo com um boletim assinado pelo médico Luigi Carbone e pelo professor Stefano Margaritora, exames realizados antes da operação já indicavam a possibilidade de câncer. O diagnóstico foi confirmado durante o procedimento.

Após a cirurgia, o papa despertou normalmente da anestesia e retornou ao quarto do hospital, onde permanece em recuperação.

Médicos retiraram parte do pulmão direito

A equipe médica utilizou uma técnica cirúrgica videoassistida, que permite realizar o procedimento com o auxílio de uma câmera e instrumentos específicos.

Segundo o Vaticano, a retirada do lobo inferior direito foi considerada necessária para remover o tecido afetado pelo tumor.

O boletim médico informou que a cirurgia foi realizada com intenção de retirada completa da área comprometida.

Os profissionais também examinaram linfonodos, estruturas do sistema linfático, para verificar se a doença havia atingido outras regiões.

Até a divulgação das informações, os resultados desses exames ainda não haviam sido apresentados.

Por isso, não há confirmação sobre a extensão da doença nem sobre a necessidade de tratamentos complementares.

Vaticano ainda não prevê quimioterapia

Apesar da confirmação do câncer, o Vaticano informou que os médicos ainda não discutem publicamente a realização de quimioterapia ou outras terapias.

A definição dos próximos passos dependerá dos resultados dos exames realizados durante a cirurgia e da evolução clínica do pontífice.

Segundo a Santa Sé, o papa está se recuperando conforme o esperado após o procedimento.

A previsão inicial é de aproximadamente uma semana de recuperação.

Papa havia anunciado nódulo no domingo

Leão XIV revelou aos fiéis, no último domingo (11), que precisaria passar por uma cirurgia para retirar um nódulo identificado no pulmão.

Durante a oração na Praça de São Pedro, o pontífice explicou que a lesão havia sido detectada em estágio inicial e estava bem localizada.

Na ocasião, ele afirmou que decidiu seguir a recomendação dos médicos para remover o nódulo.

“Agradeço pela proximidade espiritual de vocês e confio-me às suas orações”, declarou.

Naquele momento, o Vaticano ainda não havia informado que se tratava de um tumor maligno. A confirmação do diagnóstico ocorreu nesta terça-feira.

Profissionais de saúde fizeram oração antes da cirurgia

Antes do início do procedimento, profissionais de saúde participaram de uma oração na capela do Hospital Gemelli.

Segundo a agência Associated Press, o cardeal Baldassare Reina, vigário de Roma, conduziu um momento de oração pelo pontífice e pelos demais pacientes internados.

A cirurgia mobilizou manifestações de apoio e mensagens de fiéis de diferentes países.

Agenda está suspensa até 20 de outubro

Por orientação médica, todas as audiências e atividades públicas do papa foram suspensas até a próxima terça-feira, 20 de outubro.

O porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, informou que a recuperação deverá durar cerca de uma semana.

Durante a internação, Leão XIV poderá continuar desempenhando algumas atividades administrativas a partir do hospital, conforme suas condições de saúde.

Nascido nos Estados Unidos, Robert Francis Prevost foi eleito papa em maio de 2025, após a morte do papa Francisco, ocorrida em abril daquele ano.

A equipe médica deverá acompanhar a recuperação do pontífice e avaliar os resultados dos exames para definir se serão necessárias outras etapas de tratamento.