
O preço da arroba do boi gordo acumula alta de 3,76% em outubro no estado de São Paulo, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo (USP). Na terça-feira (13), o Indicador Cepea/Esalq fechou em R$ 378 por arroba, mantendo a trajetória de valorização registrada desde o início do mês.
De acordo com o centro de estudos, a alta é impulsionada principalmente pela oferta limitada de animais prontos para o abate e pela resistência dos pecuaristas em negociar pelos preços atuais.
Com a expectativa de novas valorizações, parte dos produtores prefere aguardar melhores condições de venda. Isso reduz a disponibilidade de animais no mercado e dificulta as compras realizadas pelos frigoríficos.
Mesmo com a movimentação reduzida após o feriado, os preços permaneceram firmes na maior parte das 28 regiões acompanhadas pelo Cepea, com reajustes positivos em algumas localidades.
No interior paulista, frigoríficos relatam dificuldades para fechar negócios diante da expectativa dos pecuaristas de conseguir valores mais elevados pela arroba.
Outro fator que influencia o mercado são as chuvas registradas nas regiões de Bauru e Presidente Prudente.
As condições climáticas têm prejudicado o embarque e o transporte dos animais, reduzindo temporariamente a oferta disponível para os frigoríficos.
Com menos animais sendo negociados, as cotações encontram sustentação mesmo em períodos de menor volume de negócios.
No Pará, o mercado do boi gordo apresentou aumento pontual de R$ 5 por arroba, com negociações realizadas entre R$ 360 e R$ 365.
Segundo o Cepea, a oferta restrita de animais destinados ao abate e à reposição também contribuiu para manter os preços elevados no estado.
As escalas de abate dos frigoríficos paraenses variaram de dois a seis dias, indicando o período de animais já programados para processamento pelas indústrias.
O comportamento das cotações nas próximas semanas dependerá principalmente da disponibilidade de animais para abate e do ritmo de compras dos frigoríficos.
A continuidade da resistência dos pecuaristas em negociar pode manter os preços firmes. Por outro lado, uma ampliação da oferta poderá alterar o equilíbrio do mercado.
Por enquanto, os dados do Cepea mostram que a arroba do boi gordo segue valorizada em outubro, com destaque para São Paulo e reajustes registrados também em outras regiões produtoras.
Editoria: Dinheiro
Tags: Boi Gordo; Pecuária; Agronegócio
Sugestão de imagem de capa: fotografia de um rebanho bovino de corte em uma fazenda, preferencialmente com animais em pastagem ou durante o manejo pecuário.
Em Sorriso (MT), o mercado também apresentou baixa liquidez devido à disponibilidade limitada de bovinos. O preço da arroba subiu R$ 5, com negócios realizados entre R$ 350 e R$ 355. As escalas de abate ficaram próximas de uma semana, com negociações envolvendo lotes menores.
Já no noroeste do Paraná, em Rio Verde e no Triângulo Mineiro, foram registrados aumentos de até R$ 10 por arroba. Segundo o Cepea, mesmo com oferta razoável de animais para abate, os reajustes acompanharam o movimento de valorização observado no mercado.
A valorização do boi gordo também é acompanhada pela firmeza dos preços da carne bovina no mercado atacadista.
Na Grande São Paulo, a carcaça casada de boi foi negociada à média de R$ 25,60 por quilo à vista, acumulando alta de 3,27% em outubro.
Segundo o Cepea, o mercado pecuário segue marcado por negociações mais lentas no mercado físico, mas com preços sustentados e reajustes frequentes. As escalas de abate estão mais curtas do que em setembro, enquanto os valores da carne bovina no atacado permanecem firmes.