
Clarence Seedorf foi apresentado nesta quarta-feira (14) como novo treinador do Corinthians. Depois de sete anos sem comandar uma equipe, o holandês retorna à função justamente em um dos momentos mais delicados da temporada alvinegra.
O Corinthians está envolvido diretamente na luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, cenário que transforma a chegada do novo comandante em uma missão de pressão imediata.
Mesmo diante das dificuldades, Seedorf destacou o tamanho do clube e afirmou que assumir o Corinthians representa uma grande oportunidade na carreira.
“Não é todo dia que passa um dos maiores clubes do mundo”, afirmou durante a apresentação no CT Joaquim Grava.
Seedorf também falou sobre a responsabilidade de assumir uma equipe pressionada pelos resultados.
Segundo o treinador, outros profissionais optaram por não aceitar o desafio, mas momentos como esse exigem pessoas dispostas a acreditar na força e nos valores da instituição.
A contratação também chama atenção pelo longo período do holandês distante dos bancos de reservas.
Seu último trabalho como treinador havia acontecido em 2019. Seedorf, porém, rejeitou a ideia de que tenha ficado afastado do futebol durante esse período.
“Vivi pelo menos 30 anos com grandes treinadores, trabalhei com os melhores técnicos do mundo e pude aprender muito com eles”, declarou.
Durante a apresentação, um treinador brasileiro recebeu atenção especial: Oswaldo de Oliveira.
Os dois trabalharam juntos no Botafogo, quando Seedorf ainda era jogador. Para o holandês, a convivência teve influência importante em sua transição para a carreira de treinador.
“Foi um dos melhores treinadores que trabalhei na carreira. Aprendi muito com ele”, afirmou.
Oswaldo também possui forte ligação com o Corinthians e conquistou títulos importantes durante suas passagens pelo clube.
Seedorf não terá muito tempo para adaptação.
A estreia do novo treinador está marcada para segunda-feira (19), contra o Vitória, na Neo Química Arena.
Mais do que iniciar um novo trabalho, o holandês chega com uma missão imediata: recuperar um Corinthians pressionado e afastar a equipe da ameaça de rebaixamento.
Depois de sete anos, Seedorf está novamente no banco de reservas. E escolheu um dos ambientes de maior pressão do futebol brasileiro para recomeçar.
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