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Senado pode votar PEC da Segurança Pública nesta quinta-feira
Proposta prevê maior integração entre as polícias, combate ao crime organizado e criação de polícias municipais; votação está prevista para começar às 14h
15/10/2026 12h47 Atualizada há 2 horas
Por: Redação
Foto: Reprodução

O Senado Federal pode votar nesta quinta-feira (15), a partir das 14h, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O texto busca ampliar a integração entre as forças policiais, fortalecer o combate ao crime organizado e aumentar a participação do governo federal na segurança pública.

A proposta, identificada como PEC 18/2025, foi incluída na pauta do plenário pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após a aprovação de um calendário especial para acelerar sua tramitação.

O anúncio foi feito na quarta-feira (14), mesmo dia em que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) concluiu a análise do texto, relatado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE).

O que prevê a PEC da Segurança Pública?

De iniciativa do governo federal, a proposta estabelece mudanças na organização e no funcionamento da segurança pública brasileira.

Um dos principais pontos é a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição Federal.

O sistema busca integrar a atuação da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, permitindo maior cooperação entre as forças de segurança no enfrentamento à criminalidade.

A PEC também prevê regras para a criação de polícias municipais, ampliando a participação das cidades nas ações de policiamento ostensivo e comunitário.

Outra medida é o endurecimento das regras aplicadas a integrantes de facções criminosas e milícias, incluindo restrições a benefícios penais.

O texto ainda contempla medidas de proteção às vítimas e mecanismos para ampliar os recursos destinados à segurança pública.

Senado aprova calendário especial para acelerar votação

A inclusão da PEC na pauta desta quinta-feira foi possível após a aprovação de um requerimento apresentado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM) e outros líderes partidários.

O pedido, identificado como RQS 713/2026, estabelece um calendário especial para a tramitação da proposta.

A medida permite reduzir os intervalos regimentais entre etapas da discussão e votação, acelerando a análise da matéria.

A estratégia é dar andamento à PEC após a conclusão de sua análise na CCJ, realizada na quarta-feira.

O que falta para a PEC ser aprovada?

Por se tratar de uma proposta de alteração da Constituição, a PEC precisa ser aprovada em dois turnos no plenário do Senado.

Em cada votação, são necessários pelo menos 49 votos favoráveis, o equivalente a três quintos dos 81 senadores.

Como o texto já passou pela Câmara dos Deputados, a aprovação no Senado sem alterações de conteúdo permitirá o encaminhamento da proposta para promulgação.

Caso os senadores modifiquem pontos centrais da PEC, o texto poderá precisar de uma nova análise pelos deputados.

A votação desta quinta-feira ainda não representa aprovação definitiva. As medidas previstas somente poderão entrar em vigor após a conclusão das etapas legislativas necessárias.

Outros projetos também estão na pauta

Além da PEC da Segurança Pública, o plenário poderá analisar três projetos de decreto legislativo relacionados a acordos internacionais.

As propostas envolvem cooperação nas áreas de educação, defesa e participação do Brasil em exposições internacionais.

A sessão está prevista para começar às 14h, com a PEC da Segurança Pública entre os principais assuntos em discussão.