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Trump diz não ser fã de Zelensky e defende sua saída de negociações
Presidente dos Estados Unidos acusa líder ucraniano de dificultar um acordo de paz com a Rússia e afirma que é mais fácil negociar com Vladimir Putin
16/10/2026 16h24
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não é um grande fã de Volodymyr Zelensky e acusou o presidente ucraniano de ter destruído o próprio país. Em entrevista ao canal norte-americano Newsmax, Trump também defendeu que Zelensky fique fora das negociações de paz com a Rússia.

As declarações aumentam a tensão entre os dois líderes, em meio às tentativas de encerrar a guerra e às divergências sobre os ataques contra instalações de energia russas.

"Não sou grande fã de Zelensky", afirmou Trump, acrescentando que o presidente ucraniano "destruiu aquele país".

Trump diz que é mais difícil negociar com Zelensky do que com Putin

Durante a entrevista, o presidente norte-americano afirmou que considera Zelensky um obstáculo para um possível acordo de paz.

Segundo Trump, o presidente ucraniano não demonstra disposição para negociar e seria mais difícil chegar a um entendimento com ele do que com o presidente russo, Vladimir Putin.

Trump também atribuiu parte das dificuldades nas negociações à rivalidade entre os dois líderes.

"Quando existe esse nível de ódio, é muito difícil chegar a um acordo", declarou.

As críticas ocorreram poucos dias depois de Trump defender uma mudança na Presidência da Ucrânia.

No sábado, o norte-americano afirmou que havia chegado o momento de o país ter um novo presidente, capaz de negociar o fim do conflito.

Ataques a refinarias russas aumentam tensão

Outro ponto de divergência entre Trump e Zelensky envolve os ataques ucranianos contra refinarias de petróleo na Rússia.

O presidente dos Estados Unidos criticou as operações e afirmou que elas prejudicam o abastecimento mundial de diesel.

Trump chegou a anunciar um acordo de trégua energética entre Rússia e Ucrânia, com o objetivo de interromper ataques contra instalações do setor.

Zelensky demonstrou surpresa com o anúncio, mas declarou que estava disposto a respeitar a suspensão dos ataques.

O governo russo, porém, não confirmou sua adesão ao acordo e continuou realizando ofensivas contra a infraestrutura ucraniana.

Ucrânia anuncia retomada dos ataques

Na quinta-feira, Zelensky anunciou que a Ucrânia voltaria a atacar instalações energéticas russas.

O presidente ucraniano explicou que seu país havia assumido o compromisso de interromper as operações por apenas três dias.

Segundo ele, a Rússia não respeitou a proposta de trégua e realizou pelo menos uma centena de ataques contra instalações ucranianas nos dias anteriores.

Diante da continuidade das ofensivas russas, Zelensky afirmou que a Ucrânia retomaria suas ações contra refinarias e outras estruturas energéticas da Rússia.

Guerra continua sem acordo de paz

O conflito entre Rússia e Ucrânia tem suas origens na intervenção militar russa de 2014, quando Moscou anexou a Península da Crimeia.

Em fevereiro de 2022, a Rússia iniciou uma invasão em grande escala do território ucraniano, ampliando a guerra.

Desde então, os dois países mantêm confrontos militares, ataques contra instalações estratégicas e divergências sobre as condições para encerrar o conflito.

As declarações de Trump aprofundam o desgaste diplomático com Zelensky, enquanto a possibilidade de uma trégua permanece incerta.

Até o momento, não há confirmação de um acordo de paz aceito pelos dois países, e os ataques contra infraestruturas energéticas continuam sendo um dos principais pontos de tensão.