O tênis feminino brasileiro tem uma representante cada vez mais próxima do topo. Luisa Stefani e a canadense Gabriela Dabrowski avançaram nesta sexta-feira (16) à semifinal do WTA 1000 de Wuhan e chegaram à sétima vitória consecutiva, prolongando uma sequência iniciada na campanha do título em Pequim.
A classificação veio diante da mexicana Giuliana Olmos e da estoniana Ingrid Neel, derrotadas em sets diretos, com parciais de 7/6 (7-4) e 6/4.
Mais do que outra semifinal, o resultado coloca a brasileira diante de uma possibilidade especial: Stefani e Dabrowski estão a duas vitórias de terminar Wuhan como a parceria número 1 da temporada.
É mais um capítulo de um 2026 que já pode ser considerado excepcional para a brasileira.
Stefani e Dabrowski chegam a Wuhan embaladas pelo título do WTA 1000 de Pequim, conquistado no último domingo.
Na decisão, derrotaram Katerina Siniakova e Zhang Shuai por contundentes 6/1 e 6/2. Foi o quinto título da parceria somente nesta temporada.
E o desempenho na China demonstra que não houve acomodação após a conquista.
Contra Olmos e Neel, a dupla precisou enfrentar uma partida diferente. Depois de vencer um primeiro set equilibrado no tie-break, Stefani e Dabrowski abriram 3 a 1 na segunda parcial antes de a chuva interromper o confronto.
A longa paralisação mudou as condições da partida, que posteriormente foi transferida para a quadra central e disputada em ambiente fechado.
Mesmo sem apresentar seu melhor tênis, como reconheceu a própria Stefani, a dupla conseguiu se adaptar e fechar a partida.
Em uma temporada tão longa, vencer também nos dias em que o jogo não flui perfeitamente é característica importante de quem disputa o topo.
A campanha em Wuhan não é um resultado isolado.
Stefani e Dabrowski conquistaram em 2026 os títulos de Dubai, Estrasburgo, Eastbourne, SP Open e Pequim.
Também foram finalistas em Wimbledon e chegaram às semifinais dos quatro Grand Slams da temporada.
Essa regularidade ajuda a dimensionar o ano da parceria.
Não se trata apenas de acumular troféus em diferentes pisos e níveis de torneio. Stefani e Dabrowski conseguiram permanecer competitivas justamente nos maiores palcos do calendário.
A campanha já garantiu às duas uma vaga no WTA Finals, competição reservada às oito melhores parcerias da temporada.
Para o esporte brasileiro, a temporada possui um significado ainda maior.
Aos 29 anos, Luisa Stefani ocupa atualmente a terceira posição do ranking mundial de duplas e já acumula 18 títulos no circuito da WTA.
Sua trajetória consolidou o Brasil novamente entre os protagonistas das duplas femininas em um circuito extremamente internacionalizado e competitivo.
Stefani também possui uma conquista de Grand Slam nas duplas mistas, o Australian Open de 2023, ao lado de Rafael Matos. O próximo grande objetivo permanece levantar um Major nas duplas femininas.
Em Wimbledon, neste ano, ela chegou muito perto: Stefani e Dabrowski alcançaram a decisão.
O desempenho de 2026 mostra que essa possibilidade permanece concreta.
Os números ajudam a explicar o tamanho da temporada.
A conquista em Pequim foi o quinto título de Stefani em 2026, fazendo deste o ano mais vencedor de sua carreira em quantidade de troféus. Em 2025, haviam sido quatro.
Agora existe uma possibilidade ainda maior.
Stefani e Dabrowski chegaram a Wuhan como a segunda melhor parceria da temporada. Se vencerem mais duas partidas e conquistarem o torneio, assumem o posto de dupla número 1 do ano.
Seria a confirmação, em números, de algo que os resultados já vêm mostrando nas quadras.
O próximo compromisso será neste sábado (17), a partir das 4h, pelo horário de Brasília.
Na semifinal, Stefani e Dabrowski enfrentarão a norte-americana Nicole Melichar-Martinez e a espanhola Cristina Bucsa, cabeças de chave número 5.
Curiosamente, as adversárias já cruzaram o caminho da parceria brasileira-canadense nesta temporada. No Australian Open, Stefani e Dabrowski venceram Bucsa e Melichar-Martinez por 6/4 e 6/3. O histórico recente, porém, não diminui o tamanho do desafio de uma semifinal de WTA 1000.
Para Stefani, Wuhan representa mais uma oportunidade de transformar uma temporada extraordinariamente regular em algo ainda maior.
São sete vitórias consecutivas.
Cinco títulos em 2026.
Final de Wimbledon.
Semifinais em todos os Grand Slams.
E agora apenas duas partidas separam a brasileira e sua parceira de mais um WTA 1000 e do topo da corrida da temporada.
Luisa Stefani já não aparece apenas como um destaque brasileiro no circuito. Em 2026, ela está entre as principais protagonistas do tênis feminino mundial.
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