Goiânia deve começar a operar, em janeiro de 2027, os primeiros ônibus de piso baixo do sistema Bus Rapid Service (BRS), modelo de transporte coletivo que promete viagens mais rápidas e acessíveis. A operação inicial será na Avenida T-63, entre os terminais Bandeiras e Isidória, em um percurso de 5,2 quilômetros. O projeto prevê 15 veículos para essa primeira etapa, dos quais nove foram apresentados nesta sexta-feira (23), durante evento no Paço Municipal.
O novo modelo terá faixas preferenciais para ônibus, semáforos sincronizados e fiscalização eletrônica, com o objetivo de diminuir as paradas e melhorar a circulação dos coletivos. Segundo o Consórcio RedeMob, a expectativa é reduzir entre 30% e 35% o tempo de deslocamento dos passageiros.
Diferentemente do Bus Rapid Transit (BRT), que utiliza corredores separados do trânsito comum e estações específicas, o BRS funciona em avenidas convencionais, mas garante prioridade de circulação aos ônibus.
Na prática, os coletivos terão faixas preferenciais, identificadas pela cor verde. Outros veículos poderão utilizá-las em situações permitidas, como conversões à direita e passagem de veículos de emergência. As motocicletas também estão previstas entre os veículos autorizados a circular nesses espaços.
Outra novidade são os ônibus de piso baixo, projetados para facilitar o embarque e o desembarque dos passageiros. Os veículos possuem piso mais próximo do nível da rua, reduzindo a diferença de altura entre a entrada do ônibus e o ponto de parada.
O sistema também contará com semáforos sincronizados para melhorar a fluidez do trânsito. A proposta é diminuir o número de interrupções durante o percurso, especialmente nos cruzamentos mais movimentados.
O projeto prevê a instalação de pontos de ônibus inteligentes, equipados com iluminação alimentada por energia solar, câmeras com inteligência artificial e acesso a informações em tempo real.
Por meio de um QR Code, os passageiros poderão consultar dados sobre a circulação dos ônibus e acompanhar informações do serviço.
Os pontos também terão um recurso de segurança. Segundo a RedeMob, em situações de perigo, o passageiro poderá fazer um sinal com a mão diante das câmeras para acionar um alerta à central de monitoramento.
A implantação do BRS será acompanhada por intervenções na Avenida T-63, incluindo melhorias no pavimento, adequações nos cruzamentos e mudanças na sinalização.
A Prefeitura de Goiânia também prevê a recuperação de aproximadamente 2,3 quilômetros da avenida, entre a Praça Walter Salles, no Setor Nova Suíça, e a ponte sobre o Córrego Cascavel, na região do Jardim Planalto.
A obra está estimada em R$ 5,2 milhões e inclui pavimentação, sinalização e paisagismo.
Segundo o prefeito Sandro Mabel, a intenção inicial era concluir a revitalização até o aniversário de Goiânia, em 24 de outubro. No entanto, o cronograma foi alterado devido a problemas no processo de contratação da empresa responsável.
O prefeito afirmou que as melhorias na via serão uma etapa importante para a chegada do novo modelo de transporte coletivo.
A Avenida T-63 será a primeira a receber o BRS, mas a proposta é ampliar gradualmente o serviço para outras regiões da capital.
Um levantamento preliminar do Consórcio RedeMob identificou 34 corredores com potencial para implantação do sistema, totalizando aproximadamente 294 quilômetros de vias.
A expansão dependerá de estudos técnicos e das adequações necessárias em cada avenida. Ainda não foram divulgadas datas para a implantação do modelo nos demais corredores.
Outra mudança será a identificação das faixas preferenciais pela cor verde, em substituição ao vermelho utilizado atualmente. De acordo com Mabel, a escolha busca relacionar os corredores de transporte à arborização de Goiânia.
Com previsão de início em janeiro de 2027, o novo sistema terá a Avenida T-63 como primeiro teste de operação. A expectativa é avaliar os resultados na redução do tempo de viagem e na melhoria do transporte coletivo antes de avançar para outras regiões da cidade.