As gêmeas siamesas Maria Eva e Maria Helena, de seis meses, passaram por uma nova cirurgia no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), em Goiânia. O procedimento faz parte da preparação para a separação das irmãs, que nasceram unidas pelo tórax e abdômen. As crianças, que são de São Paulo, permaneciam internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nesta quarta-feira (28).
Esta é a segunda etapa do tratamento realizado em Goiás. Em agosto, as gêmeas passaram pela primeira intervenção, quando foi colocado um expansor de pele na região do abdômen. No procedimento mais recente, a equipe médica implantou outro expansor, desta vez no tórax.
Os expansores são dispositivos utilizados para aumentar gradualmente a quantidade de pele disponível em determinadas regiões do corpo.
No caso das gêmeas, a técnica é necessária porque elas compartilham parte do tronco e do abdômen. Após a separação, cada criança precisará ter as áreas operadas cobertas adequadamente.
O processo é realizado em etapas para permitir que a pele se expanda antes da cirurgia definitiva.
O tratamento é acompanhado por uma equipe especializada do Hecad, que conta com a participação do médico Zacharias Calil, conhecido pela atuação em procedimentos de separação de gêmeos siameses.
A cirurgia definitiva ainda não tem data confirmada, mas a previsão informada pela família é que seja realizada entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027.
A definição dependerá da evolução clínica das crianças e da avaliação da equipe médica responsável pelo tratamento.
Maria Eva e Maria Helena são acompanhadas pelos pais, Vinicius Boita, de 20 anos, e Ana Clara Maia, de 19, que vieram de São Paulo para acompanhar os procedimentos realizados em Goiânia.
A família pretende permanecer na capital goiana até a conclusão da separação das irmãs.
As crianças permanecem em acompanhamento hospitalar após a segunda etapa de expansão de pele.
Ainda não há previsão de alta médica nem confirmação da data em que poderão passar pela cirurgia definitiva.
O procedimento de separação exige planejamento e acompanhamento de diferentes especialidades médicas, considerando as estruturas compartilhadas pelas gêmeas e os cuidados necessários para a recuperação de cada uma.
A próxima etapa dependerá da resposta das crianças ao tratamento e das avaliações realizadas pela equipe médica, que seguirá acompanhando a evolução das irmãs antes da cirurgia de separação.