Um menino de 2 anos morreu após permanecer por cerca de três horas dentro de um carro estacionado em frente ao comércio dos pais, no Jardim Canedo III, em Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia. O caso aconteceu na quarta-feira (28). Segundo a Polícia Militar (PM), a mãe deixou a criança dormindo no banco traseiro do veículo enquanto trabalhava em uma frutaria. O pai encontrou o filho inconsciente por volta das 12h30.
De acordo com o relato inicial da família à PM, o menino foi deixado no automóvel com os vidros abertos. Por volta das 9h30, a mãe retornou ao carro e percebeu que a criança estava transpirando excessivamente devido ao calor. Ela teria então ligado o motor, fechado as janelas e acionado o ar-condicionado para que o filho continuasse dormindo.
O pai, que havia saído para buscar mercadorias na Central de Abastecimento de Goiás (Ceasa), retornou ao estabelecimento por volta das 12h30. Ao procurar o filho, encontrou a criança desacordada. Segundo o relato policial, o motor permanecia ligado, mas o sistema de ar-condicionado havia parado de funcionar.
Após encontrar o filho inconsciente, o pai acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros.
Equipes de socorro chegaram ao local e iniciaram procedimentos de reanimação, na tentativa de recuperar os sinais vitais do menino.
Apesar dos esforços, a criança não resistiu. A morte foi constatada pela equipe médica ainda no local.
O 27º Batalhão da Polícia Militar também foi acionado para atender à ocorrência. Agentes da Polícia Científica realizaram os primeiros procedimentos de investigação.
O menino havia completado dois anos em 15 de março deste ano.
A informação de que o ar-condicionado havia sido acionado pela mãe foi repassada aos policiais pelo pai da criança.
Segundo a Polícia Militar, a mulher estava em estado de choque no momento do atendimento e não conseguiu prestar esclarecimentos detalhados aos agentes.
O relato apresentado pelo pai indica que, inicialmente, o menino estava no carro com os vidros abertos. A mãe teria retornado ao veículo ao perceber o calor excessivo e ligado o sistema de refrigeração.
Entretanto, quando a criança foi encontrada inconsciente, aproximadamente três horas depois, o equipamento já não estava funcionando, embora o motor continuasse ligado.
Ainda não foi esclarecido por que o ar-condicionado parou de funcionar, nem em que momento ocorreu a possível falha.
Segundo informações preliminares da PM, a mãe tinha o hábito de deixar o filho dormindo dentro do carro enquanto trabalhava na frutaria da família.
Essas circunstâncias serão consideradas na investigação conduzida pela Polícia Civil.
O caso está sob responsabilidade da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que deverá esclarecer as circunstâncias da morte.
A delegada Gabriela Souza de Moura, responsável pela investigação, informou que os pais serão ouvidos formalmente nos próximos dias.
A Polícia Civil também solicitou perícias no local da ocorrência e no estabelecimento comercial.
Uma das principais etapas será a avaliação das condições elétricas e mecânicas do automóvel pela Polícia Científica.
Os peritos deverão examinar o funcionamento do sistema de ar-condicionado e verificar se houve alguma falha que tenha interrompido a refrigeração enquanto a criança permanecia no interior do veículo.
A análise também poderá ajudar a estabelecer o período em que o menino ficou exposto ao calor e as circunstâncias que contribuíram para a morte.
Embora exista a suspeita de que o menino tenha sido exposto a temperaturas elevadas dentro do automóvel, a causa exata da morte ainda depende dos exames periciais.
O calor acumulado no interior de veículos pode representar risco grave, principalmente para crianças pequenas, que são mais vulneráveis ao aumento da temperatura corporal.
Mesmo em situações nas quais o automóvel permanece ligado, uma eventual interrupção do ar-condicionado pode comprometer rapidamente as condições de segurança no interior da cabine.
A investigação deverá esclarecer se houve falha mecânica ou elétrica, quanto tempo a criança permaneceu sem refrigeração e quais fatores levaram à morte.
Até o momento, não foram divulgadas conclusões periciais nem informações sobre eventual responsabilização criminal.
A Polícia Civil aguarda os resultados dos exames e os depoimentos dos pais para esclarecer o que aconteceu durante as horas em que o menino permaneceu no veículo.
-Por: Lucas Leonardo, estudante de Jornalismo. Goiânia - GO