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Crise no Goiás chega à falta de alimentos básicos no CT, denuncia torcida
Após reunião com a diretoria, presidente da Força Jovem relata ausência de previsão para pagamento de salários e problemas estruturais; dívida do clube se aproxima de R$ 12 milhões.
06/11/2026 14h48
Por: Redação

A crise financeira do Goiás ganhou novos e preocupantes detalhes. Além dos quatro meses de salários atrasados aos jogadores, o clube estaria enfrentando dificuldades para manter até mesmo o fornecimento de itens básicos no centro de treinamento.

A situação foi denunciada por Iron Kioma, presidente da torcida organizada Força Jovem, após uma reunião com o presidente executivo do Goiás, Munir Calixto, realizada na quinta-feira (5), na Serrinha, em Goiânia.

O encontro aconteceu durante um protesto pacífico que reuniu aproximadamente 30 torcedores, mobilizados para cobrar soluções da diretoria e demonstrar apoio ao elenco esmeraldino.

“O clube hoje está literalmente às traças”

Após a reunião, Iron Kioma afirmou que os representantes da diretoria não apresentaram uma previsão concreta para a regularização dos pagamentos.

Segundo o dirigente da torcida, os problemas financeiros também estariam comprometendo a estrutura oferecida aos profissionais do clube.

"O que foi ventilado ali é que, no CT, estão faltando coisas básicas, como manteiga, fornecedor de pão. O clube hoje está literalmente às traças, não temos uma infraestrutura cabível a isso", declarou.

O representante da Força Jovem também demonstrou insatisfação com a ausência de respostas sobre os débitos.

"Não tem data para pagamento de funcionários e não tem data para pagamento de jogadores", afirmou.

Os relatos ampliam a preocupação com a situação administrativa do Goiás, que enfrenta dificuldades financeiras justamente em um momento decisivo da temporada.

Dívida se aproxima de R$ 12 milhões

Os problemas financeiros atingem diferentes setores do clube.

Os jogadores acumulam quatro meses de atrasos relacionados a vencimentos registrados em carteira e direitos de imagem. Também existem pendências referentes a premiações por vitórias.

Funcionários de outros departamentos enfrentam dois meses de salários atrasados.

De acordo com dirigentes ouvidos pela reportagem, o montante total dos débitos se aproxima de R$ 12 milhões.

Durante o protesto, os torcedores evitaram direcionar críticas aos atletas e à comissão técnica. A manifestação teve como principal alvo a gestão executiva do Goiás.

Crise fora de campo contrasta com sonho do acesso

Mesmo diante das dificuldades administrativas, o Goiás continua na disputa por uma vaga nos playoffs de acesso à Série A do Campeonato Brasileiro.

O Esmeraldino ocupa a sétima colocação da Série B, com 55 pontos, mesma pontuação do CRB, sexto colocado, que leva vantagem no saldo de gols. Sport e Atlético-GO também participam da disputa pelas últimas posições do G-6.

Restam apenas duas rodadas para o encerramento da primeira fase. O Goiás recebe a Ponte Preta, na Serrinha, e encerra sua participação contra o Sport, fora de casa.

Com seis pontos ainda em disputa, o clube precisa buscar resultados dentro de campo enquanto tenta encontrar soluções para uma crise que já afeta jogadores, funcionários e, segundo os relatos da torcida, até mesmo a estrutura de trabalho.