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Escritora goiana vence Prêmio Jabuti com livro de estreia
Nascida em Goiânia, Juliana Cajives conquistou o prêmio na categoria Escritor Estreante – Poesia com obra que aborda morte, aborto, violência obstétrica e maternidade
06/11/2026 17h19
Por: Redação
Foto: Reprodução

A escritora e artista goiana Juliana Cajives conquistou o Prêmio Jabuti 2026 com o livro “História a que ninguém deu nome”, na categoria Escritor Estreante – Poesia. A obra, publicada em 2025 pela Mormaço Editorial, de Salvador, na Bahia, reúne poemas e ilustrações que abordam temas como morte, aborto, violência obstétrica e maternidade. O reconhecimento foi anunciado em cerimônia realizada no dia 27 de outubro, em São Paulo. 

Juliana disputou o prêmio com outros quatro finalistas: Camila Paoletti, Kalu Coelho, Ivana Fontes e George França. Antes de chegar à etapa final, a autora havia sido selecionada entre dez semifinalistas da categoria.

O livro possui mais de 80 páginas e apresenta uma combinação de poesia e artes visuais. Além dos textos, a própria Juliana produziu as ilustrações da capa e das páginas internas, estabelecendo um diálogo entre as diferentes formas de expressão artística.

Livro aborda maternidade, perdas e experiências femininas

Em “História a que ninguém deu nome”, Juliana Cajives utiliza a poesia para explorar experiências relacionadas ao corpo, à maternidade e às perdas.

A obra apresenta reflexões sobre temas delicados, incluindo aborto, violência obstétrica e morte, por meio de uma linguagem que combina elementos poéticos e visuais.

O projeto também reflete a trajetória multidisciplinar da autora, que transita entre literatura, teatro, cinema e artes plásticas.

Para Juliana, o reconhecimento no Prêmio Jabuti representa uma oportunidade de ampliar o alcance da obra e estabelecer novas conexões com os leitores.

Quem é Juliana Cajives?

Juliana Cajives nasceu em Goiânia, em 1992, mas cresceu em Palmas, capital do Tocantins. Foi durante a juventude que começou a desenvolver seu interesse pela produção cultural, experimentando diferentes linguagens artísticas.

Na cidade, teve contato com o teatro, as artes visuais e a escrita literária. Segundo a autora, a experiência teatral foi fundamental para o desenvolvimento de sua linguagem, que mais tarde passou a explorar por meio da poesia e da prosa em blogs e sites.

Atualmente, Juliana vive em Salvador, onde ampliou sua atuação no cinema e nas artes visuais.

Em 2021, lançou seu primeiro filme, o curta-metragem “Beldade”. Também participou da produção de outros trabalhos audiovisuais, como “Xanatopia” (2019), “A sete tragos do chão” (2019) e “Camaleoa” (2023).

Na capital baiana, a artista também desenvolveu trabalhos em artes visuais e chegou a expor no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA).

A experiência em diferentes áreas culturais contribuiu para a construção de uma identidade artística que reúne escrita, imagem e expressão cênica.

Prêmio Jabuti reconhece novos nomes da literatura

O Prêmio Jabuti é uma das principais premiações literárias do Brasil, organizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL).

A edição de 2026 foi a 68ª da premiação e reconheceu obras em diferentes categorias de literatura, não ficção, produção editorial e inovação.

Na categoria Escritor Estreante – Poesia, o objetivo é reconhecer novos autores e incentivar a publicação de obras poéticas.

A conquista de Juliana Cajives ocorreu em uma disputa com outros quatro livros finalistas, selecionados após etapas de avaliação realizadas ao longo do ano. 

Com a vitória, Juliana Cajives leva o nome de Goiás a uma das mais importantes premiações da literatura brasileira. O reconhecimento de seu primeiro livro de poesia também amplia a visibilidade de uma trajetória artística construída entre Goiânia, Palmas e Salvador, marcada pela experimentação de diferentes linguagens e pela abordagem de temas ligados às experiências humanas.