
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se pronunciou nesta sexta-feira (24) após a repercussão de uma publicação feita no dia anterior, em que sugeriu que os Estados Unidos realizem intervenções contra barcos do tráfico na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. O parlamentar acusou a imprensa de “deturpar” suas falas e de “defender traficantes”.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que nunca defendeu “bombardeios no Rio de Janeiro”, mas que apoia o combate violento a embarcações envolvidas com o tráfico internacional.
“Uma parte da imprensa que já tem má vontade com a gente e adora defender traficante inventa que eu estou defendendo que joguem bombas na Baía de Guanabara”, afirmou.
O senador disse ainda que se sente satisfeito ao ver “navios cheios de drogas sendo explodidos com traficantes dentro” e criticou o que chamou de “vitimização de criminosos”.
“O dinheiro do tráfico compra fuzis, mata policiais e impõe uma lei paralela em comunidades do Brasil inteiro. Eu não aguento mais ver heróis presos e bandidos soltos mandando no país”, declarou.
A controvérsia começou na quinta-feira (23), quando Flávio compartilhou um post do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, que anunciava ataques a barcos de narcotráfico no Oceano Pacífico.
O senador escreveu:
“Que inveja! Ouvi dizer que há barcos como este aqui no Rio de Janeiro, na Baía de Guanabara, inundando o Brasil com drogas. Você não gostaria de passar alguns meses aqui nos ajudando a combater essas organizações terroristas?”
A publicação gerou forte reação de políticos e internautas, que interpretaram a fala como uma sugestão de ataques militares estrangeiros em território brasileiro.
Os comentários do senador ocorreram após o governo de Donald Trump confirmar operações navais e aéreas contra supostos traficantes de drogas no Caribe e no Pacífico, ofensiva que já deixou ao menos 37 mortos e aumentou a tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela.
Flávio, que é aliado do ex-presidente americano, elogiou a postura de Trump e disse que o Brasil deveria “ter a mesma coragem para enfrentar o crime organizado”.