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Ex-presidente de sindicato rural é investigado por crimes sexuais em Rio Verde

Delegada afirma que ele trancava funcionárias na própria sala, onde os abusos teriam ocorrido; três vítimas já foram identificadas

Redação
Por: Redação
14/11/2025 às 15h40 Atualizada em 14/11/2025 às 16h47
Ex-presidente de sindicato rural é investigado por crimes sexuais em Rio Verde
Foto: Reprodução

O ex-presidente do Sindicato Rural de Rio Verde, Olávio Teles Fonseca, foi preso preventivamente nesta quarta-feira (13) sob suspeita de abusar sexualmente de funcionárias da entidade. Segundo a Polícia Civil, ele se trancava com as vítimas em sua sala, que possuía uma trava automática controlada apenas por ele ou por sua secretária.

De acordo com a delegada Fernanda Simão, responsável pela investigação, o ambiente fechado era usado para garantir que as mulheres não conseguissem sair sem autorização. “A partir do momento em que elas estivessem ali dentro, ele controlava se poderiam sair ou não”, afirmou.

Três vítimas já foram identificadas: duas funcionárias efetivas e uma menor aprendiz. As mulheres maiores de idade relataram anos de abusos repetidos, enquanto a adolescente descreveu um episódio isolado. A delegada explicou que os crimes teriam começado com insinuações e evoluído para atos libidinosos e conjunção carnal. As vítimas também relatam ameaças indiretas, como perda de emprego e danos à reputação caso denunciassem os abusos.

A investigação começou em setembro, após denúncia anônima. Diligências da Polícia Civil permitiram localizar vítimas e testemunhas, que confirmaram as práticas atribuídas ao ex-presidente. Olávio é investigado por estupro, abuso sexual, violência psicológica e coação.

Após a prisão, o Sindicato Rural de Rio Verde informou que Olávio pediu afastamento voluntário do cargo. Everaldo Barboza Pereira assumiu a presidência da instituição. A entidade afirmou repudiar qualquer conduta que viole princípios éticos e morais e disse confiar na Justiça para o esclarecimento dos fatos.

A defesa de Olávio declarou que ele “respeita as investigações” e ressaltou o direito constitucional à presunção de inocência até decisão judicial definitiva.

A Polícia Civil segue investigando e apura se há outras possíveis vítimas. Depoimentos, perícias e novos levantamentos devem orientar os próximos passos do inquérito.

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