
A Prefeitura de Goiânia entregou ao Ministério Público de Goiás (MP-GO) um plano de reestruturação para o Imas, órgão responsável pelo atendimento de saúde dos servidores municipais e que enfrenta crise financeira e administrativa há anos. O documento detalha medidas para reorganizar a autarquia, reforçar sua autonomia e corrigir entraves legais que dificultam o funcionamento do instituto.
O plano prevê alterações na lei que criou o Imas, realização de auditoria completa, revisão de contratos e reorganização do quadro de servidores. A proposta também inclui ações para equilibrar as contas e um cronograma de pagamento das dívidas, que somam R$ 233 milhões. A prefeitura afirma que a recuperação depende, sobretudo, de manter em dia os repasses mensais às prestadoras de serviço.
A primeira versão foi apresentada ao MP-GO na semana passada, em reunião conduzida pela promotora Carmem Lúcia Santana de Freitas. A versão final do documento deve ser concluída e entregue até o dia 24.
Ainda não há data definida para o envio do projeto de lei que formaliza a reestruturação à Câmara Municipal. O Paço enfrenta dificuldades na tramitação de propostas orçamentárias, o que pode atrasar a votação. Mesmo assim, a previsão inicial é que as mudanças comecem a valer entre o fim de fevereiro e o início de março de 2026.
A expectativa do município é de que a reorganização permita recuperar a capacidade de atendimento do Imas e reduzir o impacto da crise sobre os servidores da ativa e aposentados.