
Os consórcios Anhanguera Segurança e Fiscaliza GYN, responsáveis pela fiscalização eletrônica do trânsito em Goiânia, notificaram extrajudicialmente a Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET) e afirmaram que podem paralisar os serviços já nesta sexta-feira (28). As empresas alegam falta de pagamento por parte do município.
Segundo os consórcios, estão sem receber pelos serviços prestados desde junho, incluindo o fornecimento e operação de radares de velocidade e câmeras de videomonitoramento.
O consórcio Anhanguera afirma ter R$ 7,9 milhões em valores pendentes, referentes às medições de junho a outubro. Já o Fiscaliza GYN cobra R$ 3,5 milhões acumulados no mesmo período.
A ameaça de interrupção não é inédita: o Anhanguera já havia sinalizado possibilidade de paralisação em setembro. Agora, ambos condicionam a continuidade das operações à quitação integral dos débitos.
Em resposta, a SET afirmou que o processo de pagamento passa por várias etapas antes da liberação financeira. A pasta diz que as medições “já foram avaliadas” e que aguarda a etapa final de certificação para que os valores sejam pagos “nos próximos dias e dentro da legalidade”.
Sem garantia de pagamento imediato, os consórcios mantêm a possibilidade de suspender a fiscalização — medida que pode afetar o controle de velocidade, o registro de infrações e parte do videomonitoramento da cidade.