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Mercado reduz previsão de inflação para 4,43% e projeta PIB de 2,16% em 2025

Boletim Focus aponta terceira queda seguida da estimativa de inflação e expectativa de juros altos por mais tempo, com Selic projetada em 15% até o fim de 2025.

Redação
Por: Redação
01/12/2025 às 15h47
Mercado reduz previsão de inflação para 4,43% e projeta PIB de 2,16% em 2025
Foto: Reprodução

A projeção do mercado financeiro para a inflação oficial do país recuou pela terceira semana consecutiva e passou de 4,45% para 4,43% em 2025, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (1º) pelo Banco Central. A estimativa volta a se aproximar do teto da meta de inflação, definida em 3% ao ano, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

A queda ocorre após a divulgação do Índice de preços ao consumidor (IPCA) de outubro, que fechou em 0,09%, o menor resultado para o mês desde 1998. O recuo na conta de luz foi o principal responsável pela desaceleração do índice. Em setembro, o IPCA havia sido de 0,48%.

Com esse resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,68%, voltando ao patamar abaixo de 5% pela primeira vez em oito meses, embora ainda acima do teto da meta.

Para os anos seguintes, o Focus projeta inflação de 4,17% em 2026, 3,8% em 2027 e 3,5% em 2028.

Juros devem seguir altos

A taxa básica de juros, a Selic, foi mantida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na última reunião, diante da desaceleração econômica e da inflação ainda resistente. O Banco Central afirma que não descarta nova alta “caso julgue apropriado”.

Em nota, a autarquia destacou que o cenário externo segue incerto por causa da política econômica dos Estados Unidos, afetando condições financeiras globais. No Brasil, a desaceleração da economia não foi suficiente para trazer a inflação ao centro da meta, o que indica que os juros devem permanecer elevados por mais tempo.

O mercado projeta que a Selic encerre 2025 ainda em 15%, caindo para 12% em 2026, 10,5% em 2027 e 9,5% em 2028.

PIB e atividade econômica

Para o Produto Interno Bruto (PIB), o Focus manteve a previsão de crescimento de 2,16% em 2025, com expectativa de ritmo moderado em meio ao ambiente de crédito caro, consumo contido e incertezas externas.

Como juros influenciam a inflação

Quando o Copom eleva a Selic, o objetivo é diminuir a demanda e conter a alta dos preços. Juros mais altos encarecem o crédito, estimulam a poupança e reduzem a atividade econômica. Já quando a taxa cai, o crédito tende a ficar mais barato, estimulando o consumo e a produção, mas reduzindo o controle sobre a inflação.

Os bancos, porém, consideram também fatores como risco de inadimplência, custos operacionais e margem de lucro para definir as taxas cobradas ao consumidor.

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