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Golpe do falso advogado causa prejuízo de R$ 460 mil

Polícia Civil de Goiás cumpre quase 30 ordens judiciais no Ceará contra suspeitos de estelionato eletrônico; servidor público perdeu quase meio milhão em apenas oito dias

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
29/04/2026 às 12h37
Golpe do falso advogado causa prejuízo de R$ 460 mil
Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta quarta-feira (29) a “Operação Falso Defensor”, que tem como alvo um grupo suspeito de aplicar o golpe do falso advogado e causar um prejuízo superior a R$ 460 mil a um servidor público goiano. Ao todo, foram cumpridas quase 30 ordens judiciais, incluindo 14 mandados de prisão temporária e 14 de busca e apreensão.

As ações ocorreram em três cidades do Ceará — Fortaleza, Caucaia e Pacatuba — e também resultaram no bloqueio e sequestro de bens que somam cerca de R$ 500 mil. Os nomes dos investigados não foram divulgados. Eles podem responder por crimes como estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Esquema estruturado e atuação interestadual

De acordo com as investigações, o grupo atuava de forma organizada e com divisão de funções. A apuração começou após um servidor público de Goiás perder quase meio milhão de reais em apenas oito dias. A partir desse caso, a polícia identificou outras possíveis vítimas em diferentes estados.

Segundo a corporação, os suspeitos utilizavam aplicativos de mensagens para se passar por advogados e entravam em contato com as vítimas alegando a existência de valores a serem recebidos em processos judiciais. Para liberar os supostos créditos, exigiam o pagamento antecipado de taxas e tributos.

Para dar aparência de legitimidade ao golpe, integrantes do grupo também se apresentavam como servidores públicos e utilizavam documentos falsificados, além de linguagem técnica para convencer as vítimas.

Núcleos de atuação

A investigação aponta que o grupo operava com uma estrutura dividida em núcleos específicos. Um deles era responsável pelo contato direto com as vítimas, enquanto outro cuidava da simulação de autoridades. Já um terceiro núcleo atuava na movimentação dos valores obtidos de forma ilícita, com o objetivo de dificultar o rastreamento do dinheiro.

A operação conta com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, além da Polícia Civil do Ceará.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e possíveis vítimas do esquema, que pode ter causado prejuízos ainda maiores em diferentes regiões do país.

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