
A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (2) uma operação para desarticular um esquema de furto e revenda de mais de 100 computadores pertencentes à Secretaria da Fazenda de Goiás (Sefaz). Ao todo, 15 mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão foram cumpridos em Goiânia e em outros três estados: Distrito Federal, Tocantins e Minas Gerais. Nove pessoas acabaram presas — oito por ordem judicial e uma em flagrante, por receptação.
O crime era articulado por um servidor comissionado que atuava no setor de patrimônio, segundo o delegado Bruno Silva. Ele teria se associado a três funcionários terceirizados para retirar os equipamentos de forma contínua. As investigações apontam que o grupo subtraiu computadores e monitores ao longo de meses, repassando-os a uma rede de receptadores.
Segundo ele, parte dos equipamentos estava armazenada na casa de suspeitos — 22 computadores foram recuperados durante a operação.
A Polícia Civil identificou ainda que o grupo vendia os itens furtados por valores muito abaixo do mercado para quatro empresários e um proprietário de loja de informática, que revendiam os equipamentos a terceiros. Alguns receptadores também guardavam parte do material para uso próprio.
Batizada de Parasita, a operação foi iniciada após a Secretaria de Economia detectar, em abril deste ano, inconsistências no controle interno do patrimônio. A investigação ficou a cargo da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT), que concluiu que o esquema era liderado por um ex-terceirizado da pasta e contava com apoio de prestadores de serviço e comerciantes.
As apurações prosseguem em conjunto entre as polícias civis de Goiás, Distrito Federal, Tocantins e Minas Gerais, que agora buscam rastrear o destino dos outros equipamentos desviados e identificar novas pessoas envolvidas na rede de receptação.