
A Prefeitura de Goiânia caminha para registrar o maior superávit primário da história da capital. Até outubro, o saldo acumulado é de R$ 773 milhões, segundo o Relatório Resumido de Execução Orçamentária publicado no Diário Oficial do Município. A expectativa é que o montante cresça no último bimestre, impulsionado pelo aumento sazonal da arrecadação, podendo alcançar a marca de R$ 1 bilhão até o fim do ano.
O superávit primário considera receitas e despesas do município, excluindo juros, amortizações da dívida e gastos previdenciários. O resultado representa uma inflexão após o desequilíbrio fiscal registrado no último ano da gestão Rogério Cruz.
Apesar da melhora expressiva, o cenário reacende o debate sobre a continuidade do decreto de calamidade financeira na área da Saúde, que vigorou durante todo o ano e que a administração pretende manter em 2026. A medida, de caráter excepcional, tem sido questionada por parlamentares e deve receber análise detalhada na Assembleia Legislativa.
A avaliação geral é positiva: o avanço fiscal demonstra rigor na gestão das contas públicas e reforça a importância da austeridade como premissa administrativa. Especialistas, porém, alertam que disciplina fiscal não deve significar cortes indiscriminados em políticas essenciais.
A combinação entre responsabilidade orçamentária e oferta de serviços públicos de qualidade é apontada como o caminho para consolidar uma gestão eficiente e sustentável na capital.