
Uma empresa de investimentos que prometia retornos financeiros semanais é suspeita de aplicar golpes em dezenas de moradores de Catalão, no sudeste de Goiás. Investidores relatam que, após realizar aportes na plataforma, deixaram de conseguir sacar tanto os supostos lucros quanto os valores depositados. Boletins de ocorrência já foram registrados na Polícia Civil.
Entre as vítimas está uma mulher que vendeu um apartamento no Pará para aplicar mais de R$ 36 mil na empresa. Ela afirma que não recebeu nenhum retorno após a promessa de rendimento rápido e contínuo.
A plataforma oferecia nove níveis de investimento, com valores que começavam em R$ 280, prometendo rendimentos semanais a partir de R$ 8, desde que o usuário assistisse quatro vídeos diários sobre a empresa.
No topo da suposta estrutura financeira, os aportes podiam chegar a R$ 700 mil. O modelo, segundo especialistas, possui características típicas de pirâmide financeira, que depende da entrada constante de novos participantes para manter os pagamentos.
Investidores denunciam que os saques foram bloqueados repentinamente — um padrão comum em golpes desse tipo.
Funcionárias que atuavam como representantes da empresa em Catalão afirmam ter sido enganadas, assim como os investidores.
A empresa possuía alvará de funcionamento emitido pela Prefeitura de Catalão. O prefeito Velomar Rios esteve na inauguração de um dos escritórios, mas afirmou, em nota, que não tem qualquer vínculo com o empreendimento.
A Polícia Civil informou que novas vítimas seguem registrando boletins de ocorrência. Por isso, detalhes da investigação ainda não serão divulgados.
O caso reforça o alerta para promessas de rentabilidade alta e rápida, prática comum em esquemas fraudulentos. A orientação é sempre verificar se a empresa é autorizada pelos órgãos reguladores e desconfiar de propostas sem lastro financeiro comprovado.