
O salário mínimo de 2026 será de R$ 1.621, de acordo com confirmação do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO). O valor representa um reajuste de R$ 103 sobre o mínimo vigente em 2025, que é de R$ 1.518. A definição foi possível após a divulgação do INPC e da taxa oficial do PIB de 2024, usados na fórmula de correção. A oficialização do novo valor ainda depende da aprovação do Orçamento de 2026 pelo Congresso, prevista para ocorrer até a próxima semana.
A legislação determina que o reajuste do salário mínimo considere dois componentes:
INPC acumulado até novembro, que mede a inflação para famílias de menor renda.
• O índice acumulado nos últimos 12 meses foi de 4,18%, segundo o IBGE.
Crescimento do PIB de dois anos antes — neste caso, o PIB de 2024, que cresceu 3,4%.
• Pela lei, porém, esse componente é limitado ao intervalo entre 0,6% e 2,5%, reduzindo automaticamente a aplicação direta do PIB.
Com a inflação menor do que a prevista no PLOA enviado pelo governo em agosto, o valor inicialmente estimado de R$ 1.631 precisou ser revisado para baixo, resultando nos R$ 1.621 confirmados pelo MPO.
A mudança no salário mínimo afeta diretamente trabalhadores formais, aposentados e beneficiários de programas sociais vinculados ao piso. Dados do Censo 2022 mostram que 35,3% dos trabalhadores brasileiros recebiam até um salário mínimo, evidenciando a importância do reajuste anual para parte significativa da população.
Apesar do aumento, o valor segue distante do cálculo do salário mínimo ideal estimado pelo Dieese, que em setembro indicou que o valor necessário para suprir despesas básicas deveria ser de R$ 7.075,83 — mais de quatro vezes o piso previsto para 2026.
O valor de R$ 1.621 precisa ser referendado no Orçamento de 2026, cuja votação deve ocorrer antes do recesso legislativo. Após aprovação, o novo salário mínimo passa a valer em 1º de janeiro de 2026.