
Dois funcionários de uma empresa de comunicação visual foram agredidos na quarta-feira (10) após uma colisão leve na Avenida T-63, em Goiânia. A motorista do outro veículo, segundo relatos, desceu do carro enfurecida, xingou os jovens, proferiu ofensas racistas e chegou a usar a ponta da própria chave para agredi-los antes de fugir do local.
Os trabalhadores haviam saído para realizar um serviço na região. Ao informar a responsável pela empresa que teriam um atraso devido ao incidente, explicaram que o carro apenas havia encostado no veículo da mulher. Durante a ligação telefônica, a empresária orientou que eles registrassem fotos, anotassem os dados da motorista e informassem que o seguro da empresa arcaria com qualquer dano.
Ainda no telefone, a empregadora relatou ter ouvido o momento em que a motorista se aproximou agressivamente, chamando os jovens de “idiotas” e dizendo que eles “não sabiam dirigir”. Mesmo com tentativas de diálogo, o conflito se agravou. A mulher bloqueou a saída dos trabalhadores com o carro e passou a ameaçá-los, dizendo que chamaria a polícia.
Segundo as vítimas, a motorista chegou a entrar no carro como se fosse deixar o local, mas ao arrancar quase atropelou um dos jovens. Ele reagiu com um chute na traseira do veículo, o que fez a mulher descer novamente, mais exaltada. Nesse momento, começaram as agressões físicas acompanhadas por ofensas racistas.
Um dos trabalhadores relatou ter sido atingido por empurrões e arranhões e que a agressora tentou feri-lo com a ponta da chave do próprio carro. Logo depois, a mulher entrou no veículo e fugiu.
Um dos funcionários teve ferimentos no braço e diversos arranhões. Eles registraram boletim de ocorrência e realizaram exame de corpo de delito. Até o momento, a suspeita não foi identificada.
Segundo a representante da empresa, o comportamento da motorista surpreendeu: “Eles só queriam resolver tudo na calma, mas ela perdeu o controle”, afirmou.
O nome da mulher envolvida no caso não foi divulgado. A reportagem não conseguiu contato com possíveis representantes legais. O espaço segue aberto para manifestação.