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Médicos da rede municipal anunciam paralisação a partir de 13 de janeiro

Categoria aponta precarização das condições de trabalho, redução de honorários e falta de diálogo; atendimentos de urgência e emergência devem ser mantidos

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
08/01/2026 às 16h33
Médicos da rede municipal anunciam paralisação a partir de 13 de janeiro
Foto: Reprodução

Os médicos credenciados que atuam na rede municipal de saúde de Goiânia anunciaram a paralisação dos atendimentos a partir da 0h do dia 13 de janeiro, por tempo indeterminado. A mobilização foi confirmada pelo Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (SIMEGO), que afirma haver precarização das condições de trabalho, atrasos recorrentes nos pagamentos e redução nos valores pagos pelos plantões médicos.

Segundo o sindicato, a decisão foi tomada durante Assembleia Geral Extraordinária Permanente realizada no dia 6 de janeiro, após a categoria avaliar que não houve respostas efetivas da gestão municipal às reivindicações apresentadas.

Entre os pontos levantados pelos médicos estão a garantia de condições dignas de trabalho, a oferta adequada de recursos humanos e materiais nas unidades de saúde e maior previsibilidade nos pagamentos. O SIMEGO também critica mudanças recentes nos editais de credenciamento.

De acordo com a entidade, o Edital de Chamamento nº 03/2025 prevê redução de até 35% nos honorários médicos, além de permitir jornadas de até 24 horas contínuas, o que, segundo o sindicato, compromete o descanso adequado dos profissionais. A categoria defende a manutenção do Edital nº 06/2024 e a revogação do novo chamamento.

“A paralisação é uma forma de alertar para a precarização do trabalho médico e os impactos diretos na qualidade da assistência prestada à população”, afirmou Franscine Leão, presidente do SIMEGO.

O que diz a Secretaria Municipal de Saúde

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) informou que, por se tratarem de serviços essenciais, os atendimentos de urgência e emergência serão integralmente mantidos em todas as unidades da rede, conforme determina a legislação.

A pasta esclareceu que o novo edital de credenciamento tem como objetivo adequar os valores dos plantões à realidade do mercado, com base em estudo de impacto orçamentário e financeiro realizado na região metropolitana de Goiânia. Segundo a SMS, a medida busca garantir a sustentabilidade financeira do sistema municipal de saúde.

Sobre os pagamentos, a secretaria afirmou que tanto o edital anterior quanto o atual preveem repasses até o 20º dia útil do mês subsequente, e que não há atrasos no momento. Em relação à carga horária, a SMS ressaltou que a escolha da jornada é feita pelos próprios médicos no ato do credenciamento e que o limite máximo de 24 horas segue a legislação brasileira e recomendações do Conselho Federal de Medicina.

Conforme determina a lei, apenas os atendimentos eletivos serão suspensos. Casos de urgência e emergência continuarão sendo realizados normalmente para não colocar em risco a vida dos pacientes.

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