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O que é a Reag, empresa liquidada pelo Banco Central em nova fase do caso Master

Decisão assinada por Gabriel Galípolo ocorre um dia após nova fase da Operação Compliance Zero da PF

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
15/01/2026 às 14h20
O que é a Reag, empresa liquidada pelo Banco Central em nova fase do caso Master
Foto: Reprodução

O Banco Central decretou nesta quinta-feira (15) a liquidação extrajudicial da Reag Trust, instituição investigada por suposta participação em um esquema financeiro ligado ao caso Banco Master. A decisão foi assinada pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, e publicada um dia depois da deflagração da segunda fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.

Segundo o Banco Central, a medida foi adotada diante de “graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional”. Com a liquidação, a Reag tem suas atividades interrompidas e é retirada do sistema financeiro, além de ter os bens de controladores e ex-administradores tornados indisponíveis, conforme prevê a legislação.

 

Ligação com o caso Master

A Reag é investigada por suposto envolvimento em operações financeiras que teriam sido usadas para inflar artificialmente ativos do Banco Master, por meio de fundos de investimento. De acordo com apurações da Polícia Federal e informações encaminhadas pelo BC ao Tribunal de Contas da União (TCU), essas operações apresentariam falhas graves de gestão de risco, crédito e liquidez, somando transações consideradas suspeitas no valor de R$ 11,5 bilhões.

A segunda fase da Operação Compliance Zero teve como alvos endereços ligados a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, a familiares dele e a empresários do mercado financeiro, incluindo Nelson Tanure e João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag.

João Carlos Mansur / Foto: Reprodução

 

Histórico e investigações paralelas

Até novembro, a Reag administrava cerca de R$ 352 bilhões em ativos, segundo dados da Anbima, figurando entre as maiores gestoras independentes do país. Em setembro de 2025, Mansur deixou a presidência do conselho de administração da empresa, após a gestora ser citada na Operação Carbono Oculto, que investiga esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao PCC no mercado financeiro.

Na ocasião, a Reag negou qualquer ligação com o crime organizado e afirmou colaborar com as autoridades. Após a nova fase da Compliance Zero, a defesa de Mansur informou que ainda não teve acesso integral aos autos, mas disse que ele está à disposição para prestar esclarecimentos.

 

Impacto sobre fundos e próximos passos

Apesar da liquidação da gestora, os fundos de investimento administrados pela Reag não são automaticamente encerrados, já que pertencem aos cotistas. Eles ficam temporariamente bloqueados para movimentações até que o Banco Central ou os próprios participantes indiquem uma nova administradora. Caso não haja interesse de outra gestora em assumir os fundos, eles poderão ser liquidados, com eventual divisão de lucros ou prejuízos entre os cotistas.

Em nota, o Banco Central afirmou que continuará adotando todas as medidas cabíveis para apurar responsabilidades, o que pode resultar em sanções administrativas e no encaminhamento das conclusões às autoridades competentes.

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